Publicado por: Filomena Barata | Março 15, 2011

O Pessegueiro

Proveniente da China, o pessegueiro (Prunus persica) é uma pequena árvore com inúmeras variedades, tendo os seus aromáticos frutos um grande valor nutrivo e vitamínico.

As suas folhas e sementes podem ser usadas em infusão que tem um efeito calmante e as flores são usualmente utilizadas como laxante

Pessegueiro, Fotografia gentilmente cedida por Adalgisa Videira

O Pesegueiro é uma espécie exigente em período  frio e tem grande sensibilidade às geadas de Primavera. Igualmente, no Verão, o Pessegueiro é exigente e requer rega

A exposição em encosta favorece a cultura, e a melhor qualidade dos frutos obtém-se com o seu cultivo em encosta, em solos profundos, permeáveis  e ricos em matéria orgânica.

Publicado por: Filomena Barata | Março 14, 2011

Árvores do Alentejo, Florbela Espanca

Publicada por Umbelina Fresco
Árvores do Alentejo

«Horas mortas… Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
…Gritam a Deus a benção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água»!

Florbela Espanca
Ver mais

Laranjeira, Fotografia de Daniel Casado

Publicado por: Filomena Barata | Março 14, 2011

Conheça a herança romana em Portugal

Visite:

http://www.portugalromano.com/wp-admin/

Publicado por: Filomena Barata | Março 13, 2011

ARACODI – Associação dos Residentes Angolanos no Concelho de Odivelas

Porto Amboim, Fotografia de Filomena Barata, 2010

Filomena Barata
Sabia que no concelho de Odivelas existe, desde 2001, uma Associação de nome ARACODI cujo objectivo principal foi ajudar a resolver e apoiar os imigrantes angolanos residentes neste concelho?
O combate à EXCLUSÃO SOCIAL e a luta pela MELHOR INTEGRAÇÃO E UMA BOA INTERCULTURALIDADE são as suas grandes metas.

A Associação tem múltiplas actividades, mas salientamos aqui o Apoio jurídico a imigrantes em vários domínios: emprego, Segurança Social, legalização,
*Reagrupamento familiar, retorno voluntário, encaminhamento para várias instituições;
*Formação Profissional; .
*Apoio de famílias carenciadas com a recolha de donativos;
*Visitas a Hospitais;
*Encontro de auscultação junto da comunidade dos bairros degradados;
*Organização de Excursões com crianças, adultos e idosos;
*Visitas a Museus;
*Organização de férias de praia para crianças;
*Encaminhamento de famílias para o Banco Alimentar;
*Encaminhamento de crianças desfavorecidas no ATL e creches do concelho;
*Distribuição anual de brinquedos a crianças desfavorecidas com a parceria do Consulado

Destaca-se ainda a organização de ACTIVIDADES CULTURAIS, como a Participação da Direcção da ARACODI na organização Programa da “Semana Africana” organizada pela Câmara Municipal de Odivelas;
*Participação no Programa do “Mês da Lusofonia” com intervenção na Comissão de Honra e apresentação de dança;
*Participação no Programa “Rota, Gente e Cultura” com grupos culturais, gastronomia, palestras e seminários;
*Participação em Feiras de Gastronomia, com a parceria da Junta de Freguesia de Odivelas com a representação da Gastronomia angolana, danças tradicionais e artesanato africano;
*Comemoração anual de datas como Carnaval, Dia da Mulher Angolana, Dia da Mulher Africana, Dia de África, Aniversário da Associação, Festas de Natal e Convívios organizados por Associados; dia da independência de Angola,
*Realização anual de Exposições com Artistas Africanos; e ANGOLANOS e ainda as ACTIVIDADES DESPORTIVAS.

ARACODI-Associação dos Residentes Angolanos no Concelho de Odivelas
http://www.aracodi.ydamba.com
‎-Associação de Imigrantes Angolanos Residentes no Concelho de Odivelas, sem fins lucrativos promove acções de formação socioeducativas e socioeconómicas, criar emprego e integração social garantir a sua unidade, respeito e identidade cultural. incentivar o respeito e pela diversidade cultural.

Publicado por: Filomena Barata | Março 13, 2011

A laranjeira

Laranjeira, Fotografia de Filomena Barata, 2011

Publicada por Filomena Barata

Ao que dizem os especialistas, a origem da palavra portuguesa laranja remota ao século XIV. Primeiro, em Espanha, designou-se “naranja” no final do século XIV, e, em Inglês, conhece-se a sua referência como “orange” por volta de 1387.

Ainda agora se discute a origem desta árvore frutífera do gênero citrus que é apetecível quer ao natural, quer com os seus sumos e na doçaria . A mais antiga descrição de “citrus” aparece na literatura chinesa, por volta do ano 2000 a.C. e, ao que parece, a laranja azeda provém da Índia.

Por sua vez, a laranja doce parece ter surgido na Europa muito depois, mas há nota de que já era cultivada no sul do continente, no século XV.

No século XVI os conquistadores espanhóis e os portugueses levaram as duas variedades da laranja para a América, para o Brasil, devendo ter sido também , por essa altura, introduzida no Continente Africano.

Em Portugal é muito comum o seu uso em espaços públicos, destacando aqui, apenas para exemplificar, as praças aromáticas de Vila Viçosa e as que em Belém perfumam as ruas.

Publicado por: Filomena Barata | Março 12, 2011

Helberto Helder, “A carta da paixão”

A caminho do Nzeto, Fotografia Filomena Barata, 2010

(a carta da paixão)

«Esta mão que escreve a ardente melancolia
da idade
é a mesma que se move entre as nascenças da cabeça,
que à imagem do mundo aberta de têmpora
a têmpora
ateia a sumptuosidade do coração. A demência lavra
a sua queimadura desde os seus recessos negros
onde se formam
as estações até ao cimo,
nas sedas que se escoam com a largura
fluvial
da luz e a espuma, ou da noite e as nebulosas
e o silêncio todo branco.
Os dedos.
A montanha desloca-se sobre o coração que se alumia: a língua
alumia-se: O mel escurece dentro da veia
jugular talhando
a garganta. Nesta mão que escreve afunda-se
a lua, e de alto a baixo, em tuas grutas
obscuras, essa lua
tece as ramas de um sangue mais salgado
e profundo. E o marfim amadurece na terra
como uma constelação. O dia leva-o, a noite
traz para junto da cabeça: essa raiz de osso
vivo. A idade que escrevo
escreve-se
num braço fincado em ti, uma veia
dentro
da tua árvore. Ou um filão ardido de ponto a ponta
da figura cavada
no espelho. Ou ainda a fenda
na fronte por onde começa a estrela animal.
Queima-te a espaçosa
desarrumação das imagens. E trabalha em ti
o suspiro do sangue curvo, um alimento
violento cheio
da luz entrançada na terra. As mãos carregam a força
desde a raiz
dos braços a força
manobra os dedos ao escrever da idade, uma labareda
fechada, a límpida
ferida que me atravessa desde essa tua leveza
sombria como uma dança até
ao poder com que te toco. A mudança. Nenhuma
estação é lenta quando te acrescentas na desordem, nenhum
astro
é tao feroz agarrando toda a cama. Os poros
do teu vestido.
As palavras que escrevo correndo
entre a limalha. A tua boca como um buraco luminoso,
arterial.
E o grande lugar anatómico em que pulsas como um lençol lavrado.
A paixão é voraz, o silêncio
alimenta-se
fixamente de mel envenenado. E eu escrevo-te
toda
no cometa que te envolve as ancas como um beijo.
Os dias côncavos, os quartos alagados, as noites que crescem
nos quartos.
É de ouro a paisagem que nasce: eu torço-a
entre os braços. E há roupas vivas, o imóvel
relâmpago das frutas. O incêndio atrás das noites corta
pelo meio
o abraço da nossa morte. Os fulcros das caras
um pouco loucas
engolfadas, entre as mãos sumptuosas.
A doçura mata.
A luz salta às golfadas.
A terra é alta.
Tu és o nó de sangue que me sufoca.
Dormes na minha insónia como o aroma entre os tendões
da madeira fria. És uma faca cravada na minha
vida secreta. E como estrelas
duplas
consanguíneas, luzimos de um para o outro
nas trevas».

Herberto Helder
PHOTOMATON & VOX
Assírio & Alvim
1995
Resposta ao Comentário

Publicado por: Filomena Barata | Março 11, 2011

JOÃO MARIA VILANOVA

Embondeiro, António Rodrigues

Publicado por Eileen Morais Salvação Barreto no Facebook, a propósito do dia 21 de Março – DIA MUNDIAL DA POESIA

JOÃO MARIA VILANOVA

Poeta e advogado angolano, João Maria Vilanova é, de acordo com a convicção de alguns ensaístas e críticos de literatura, o pseudónimo literário de João Guilherme Fernandes de Freitas, nascido em 1933. Contudo, mantêm-se ainda algumas reservas quanto à sua verdadeira identidade civil, na medida em que sempre a manteve com algum… “segredo”. A aceitar esta correspondência entre o poeta Vilanova e o cidadão João Guilherme, podemos afirmar que feitos os primeiros estudos na missão católica de São Paulo, em Luanda, onde frequentou também o ensino liceal, se licenciou em Direito e exerceu a magistratura. Depois da proclamação da independência de Angola, em 1975, veio para Portugal, onde continua a viver sem franquear a sua identidade. Foi funcionário público na região leste angolana e, em 1974, exerceu o cargo de director da revista Ngoma.

Intelectual empenhado e preocupado com o seu país, colaborou em vários suplementos literários e revistas, nomeadamente na revista Cultura, no suplemento “Artes e Letras” do jornal A Província de Angola assim como noutros órgãos moçambicanos e latino-americanos. Em 1971, foi contemplado com o prémio “Mota Veiga” pelo seu livro de poesia Vinte Canções para Ximinha, não tendo comparecido para o receber.

Como poeta da “Geração de 70″, os seus textos germinam numa situação de intensificação da repressão e da censura colonial, numa situação de “ghetto”, que dificultava a circulação dos mesmos. Através de um discurso caracterizado pelo rigor e pela concisão das palavras, discurso mais implícito do que explícito, por força da censura, esses textos, com tiragens muito reduzidas, reflectiam, então, a esperança de uma vitória certa, capaz de conduzir Angola à liberdade. Poesia com uma forte componente ideológica, enquanto espelho do empenhamento do povo, ela exalta a euforia revolucionária e a reconstrução da Pátria totalmente dilacerada.

Ao lado de David Mestre, João Maria Vilanova, que obstinadamente se mantém no anonimato silencioso, é considerado um dos poetas que permite definir em toda a plenitude o chamado “espírito de ghetto”, enquanto espírito caracterizador de uma vivência escondida, marginal, irreverente e inventiva que se projecta para além do período colonial.

A sua obra figura em diversas antologias conceituadas, tais como: Angola Poesia 71; Cancioneiro Angolano (1972); Presença de Ideialeda.Poetas Angolanos (1973); Kuzuela II (1974); Monangola.A Jovem Poesia Angolana (1976); Antologia da Poesia Pré-Angolana (1976); Literatura Africana de Expressão Portuguesa (1976); Poesia de Angola (1976); No Reino de Caliban.Antologia Panorâmica da Poesia Africana de Expressão Portuguesa,II (1976); Textos Africanos de Expressão Portuguesa (1977); e Antologia do Mar na Poesia Africana de Língua Portuguesa do Século XX (2000). São suas as seguintes obras: Vinte Canções para Ximinha (1971) – Poesia.

Fonte da biografia: Wikipedia

Figura também na antologia POESIA AFRICANA DE LÍNGUA PORTUGUESA. Org. Livia Apa, Arlindo Barbeitos e Maria Alexandre Dáskalos. Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 2003. Apoio da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

A MÃO DO VENTO NA SAVANA

Que voz perpassa

em teu dorso quando

a noite

passos-de-onça

se aproxima?

Memória de areais

Negras falésias?

Se te escutando

paciente é o trabalhar

de onda.

Eflúvios frémito

um deus muíla que subisse

monandengue

só da raiz do sangue.

ILOMBELOMBE

noite

mãe cega mãe oculta

teu rumor

entre os rumores da xana

onde os carreiros te buscando

não te achavam mais

chegaste

com eu passo incerto

o rosto

sulcado de mil luas

a voz rouca

de kitata vagabunda

e soubeste

oh mãe soubeste

como os corvos tagarelando

nossos despojos

aguardavam sem cessar

Publicado por: Filomena Barata | Março 11, 2011

O Carnaval em Porto Amboim, Kuanza Sul

O Carnaval de Porto Amboim que fascina pelos temas, cores e beleza dos fatos e adereços, é organizado pela Secção Municipal de Cultura e tem o apoio e patrocínio dos cidadãos.
O Primeiro Grupo que se aqui se apresenta ficou em 2º lugar tinha como tema a SIDA, um dos problemas dramáticos com que Angola se debate.

Agradeço aqui, em nome do Grupo, e com muito carinho, a título pessoal, à Margarida Barata o seu contributo, sabendo que com ela podemos contar para tornar viável a nossa “ponte” atlântica, a partir desse belíssimo sítio que é Porto Amboim.

Carnaval em Porto Amboim, Fotografia de Margarida Barata, 2011

Carnaval em Porto Amboim, Fotografia de Margarida Barata, 2011

Carnaval em Porto Amboim, Fotografia de Margarida Barata, 2011

Carnaval em Porto Amboim, Fotografia de Margarida Barata

Carnaval em Porto Amboim, Fotografia de Margarida Barata, 2001

Carnaval em Porto Amboim, Fotografia de Margarida Barata, 2011

Carnaval em Porto Amboim, Fotografia de Margarida Barata, 2011

Carnaval em Porto Amboim, Fotografia de Margarida Barata, 2011

Carnaval em Porto Amboim, Fotografia Margarida Barata, 2011

Carnaval em Porto Amboim, Fotografia Margarida Barata, 2011

Publicado por: Filomena Barata | Março 11, 2011

EMBONDEIRO – EDUARDO BRAZÃO

Angola, 2010, Fotografia Filomena Barata

Publicado por Manuela Freitas no Facebook

EMBONDEIRO

Ali, só, fantasma insaciado,
eremita de pélagos distantes
ei-lo, gigante a procriar gigantes,
ei-lo apóstolo e dragão
das noites tenebrosas, agoirentes,
das noites pardacentas do sertão.

ali os vejo e… oh sensações estranhas,
secretas emoções,
fazem-me crer pedaços de montanhas

deixando interjeições!
Olimpico titã de ousadas fantasias,
vagabundo faminto, sobrio, só,

erguendo os braços rudes e mirrados
em caminhos de pó,
lembram-me mais o grito de aflição
desta África adiada:
a fome a caminhar pelo sertão,
a trágica visão à beira-estrada!

Autor: Eduardo Brazão-Filho

Publicado por: Filomena Barata | Março 11, 2011

Embondeiro, Eduardo Brazão

embondeiro, Fotografia de Filomena Barat, 2010

Publicado no Facebook por Manuela Freitas

POESIA – EMBONDEIRO – EDUARDO BRAZÃO-FILHO Sep 6, ’07 7:23 PM
for everyone
EMBONDEIRO

Ali, só, fantasma insaciado,
eremita de pélagos distantes
ei-lo, gigante a procriar gigantes,
ei-lo apóstolo e dragão
das noites tenebrosas, agoirentes,
das noites pardacentas do sertão.

ali os vejo e… oh sensações estranhas,
secretas emoções,
fazem-me crer pedaços de montanhas

deixando interjeições!
Olimpico titã de ousadas fantasias,
vagabundo faminto, sobrio, só,

erguendo os braços rudes e mirrados
em caminhos de pó,
lembram-me mais o grito de aflição
desta África adiada:
a fome a caminhar pelo sertão,
a trágica visão à beira-estrada!

Autor: Eduardo Brazão-Filho

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