Publicado por: Filomena Barata | Novembro 11, 2013

Filomena Camacho, OS TCHOKWES

OS TCHOKWESOs Tchokwés são descendentes do Império Lunda Tchinguri rei dos Imbangalas e do Império de Muata Tchiniama, mais tarde deserdados pela irmã Lwéji a Nkondi que veio a ser rainha dos Lunda. Estes, por sua vez, eram uma ramificação do povo Bantu.

O povo Bantu surgiu pelo Oeste, na bacia do Rio Congo, abrangendo os territórios do Gabão, República do Congo, República Democrática do Congo e Angola.

Os Lundas ou Tchokwés, que se fixaram em Angola, ocuparam as zonas limítrofes da Zâmbia – parte Leste – estendendo-se, posteriormente, ao longo do rio Zambeze até ao rio Kuvango, nas zonas do Moxico, Kuando Kubango, Huila e Bié
Este povo chamado pelos Ovimbundos de N’ganguela é constituído pelas seguintes tribos:

Ambuelas ou Mbwelas, Ambuila-Mambumbos, Avicos, Bundas, Canachis/Kamaxis, Cangales , Ganguelas ou Ganguilas, Genguistas, Iahumas, Lovales, Luimbes, Lutchazis, Lwénas, Luios, Mbandes, Ndungos, Ngonoielos ou Ngonjelos, Nhengos/Nyengos e Nicoias /Nkoyas.

Entre estes povos existem grandes semelhanças anatómicas e linguísticas.
Há uma ligação genealógica entre Nganguelas/Tchokwes, com o povo Ruud da Namibia e com o povo Tchokwé do sul da Lunda.

Os Tchokwés formavam um exercito bem treinado tendo conquistado várias regiões na zona do Luéna. Praticavam uma técnica de luta com bastante semelhança a chamada, pelos Brasileiros, de “capoeira”. (Não esquecer que foram levadas, para o Brasil, muitas das praticas e cultura do povo Angolano durante a migração de Angola para aquele Pais.)

Foram exímios nas técnicas de fundição de ferro, consideradas bastante avançadas por muitos estudiosos, ficando apenas aquém das siderurgias das indústrias modernas. Também são grandes artesãs em cerâmica negra, no polimento e no envernizamento. Esta cerâmica está patente na criação das máscaras exibidas durante os ritos da iniciação ou rituais da puberdade para a vida adulta.

Sem dúvida foram bastante notórios em escultura.

Mwnaa-Pwo é uma mascara usada pelos dançarinos masculinos nas cerimonias da puberdade.

Kalelwa, poli-cromatica, usada nos rituais da circuncisão.

Tchikungu e Tchihongo simbolizam imagens da mitologia de Lunda-Tchokwe. figuras a representar a princesa Lweji e o príncipe da civilização Tchimbinda-Ilunga.

A escultura do “Pensador de Tchokwe” é uma obra-prima na harmonia e simetria da linha.

O Lunda-Tchokwé é bastante conhecido pela eloquência da sua habilidade em artes
plásticas superiores influenciando, grandemente, a Europa.

Pablo Picasso inspirou a sua arte, em cubismo, através deste povo.

Filomena Gomes Camacho.
Londres, 02/11/13

Foto: OS TCHOKWES</p>
<p>Os Tchokwés são descendentes do Império Lunda Tchinguri rei dos Imbangalas e do Império de Muata Tchiniama, mais tarde deserdados pela irmã Lwéji a Nkondi que veio a ser rainha dos Lunda. Estes, por sua vez, eram uma ramificação do povo Bantu. </p>
<p>O povo Bantu surgiu pelo Oeste, na bacia do Rio Congo, abrangendo os territórios do Gabão, República do Congo, República Democrática do Congo e Angola. </p>
<p>Os Lundas ou Tchokwés, que se fixaram em Angola, ocuparam as zonas limítrofes da Zâmbia -  parte Leste -  estendendo-se, posteriormente, ao longo do rio Zambeze até ao rio Kuvango,  nas zonas do Moxico, Kuando Kubango, Huila e Bié<br />
Este povo chamado pelos Ovimbundos de N’ganguela é constituído pelas seguintes tribos: </p>
<p>Ambuelas ou Mbwelas,  Ambuila-Mambumbos, Avicos, Bundas, Canachis/Kamaxis, Cangales , Ganguelas ou  Ganguilas, Genguistas, Iahumas, Lovales, Luimbes, Lutchazis, Lwénas, Luios, Mbandes, Ndungos, Ngonoielos ou Ngonjelos, Nhengos/Nyengos e   Nicoias /Nkoyas. </p>
<p>Entre estes povos existem grandes semelhanças anatómicas e linguísticas.<br />
Há uma ligação genealógica entre  Nganguelas/Tchokwes, com o povo  Ruud da Namibia e com o povo Tchokwé do sul da Lunda. </p>
<p>Os Tchokwés formavam um exercito bem treinado  tendo conquistado várias regiões na zona do Luéna. Praticavam uma técnica de luta com bastante semelhança a chamada, pelos Brasileiros, de  “capoeira”. (Não esquecer que foram levadas, para o Brasil, muitas das praticas e cultura do povo Angolano durante a migração de Angola para aquele Pais.)</p>
<p>Foram exímios nas técnicas de fundição de ferro, consideradas bastante avançadas por muitos estudiosos, ficando apenas aquém das siderurgias das indústrias modernas. Também são grandes artesãs em cerâmica negra, no polimento e no envernizamento. Esta cerâmica está patente na criação das máscaras exibidas durante os ritos da iniciação ou rituais da puberdade para a vida adulta.  </p>
<p>Sem dúvida foram bastante notórios em escultura. </p>
<p>Mwnaa-Pwo é uma mascara usada pelos dançarinos masculinos nas cerimonias da puberdade. </p>
<p>Kalelwa, poli-cromatica,  usada nos rituais da circuncisão.</p>
<p>Tchikungu e Tchihongo simbolizam imagens da mitologia de Lunda-Tchokwe. figuras a representar a princesa Lweji e o príncipe da civilização Tchimbinda-Ilunga.</p>
<p>A escultura do  "Pensador de Tchokwe" é  uma obra-prima na harmonia e simetria da linha.</p>
<p>O Lunda-Tchokwé é bastante conhecido pela eloquência da sua habilidade em artes<br />
plásticas superiores influenciando,  grandemente, a Europa. </p>
<p>Pablo Picasso inspirou a sua arte, em cubismo, através deste povo. </p>
<p>Filomena Gomes Camacho.<br />
Londres, 02/11/13
Publicado por: Filomena Barata | Novembro 10, 2013

A Independência de Angola, 2014 (reed. de 2012)

 

  • Tomás Gavino Coelho Parabéns Angola, meu chão natal! Um país jovem construído em volta de nações e reinos seculares cujas sabedorias próprias ainda não se perderam. E é essa amálgama de idiossincrasias individuais que faz de Angola um país tão belo e diverso. Saibam os vindouros nunca delas se esquecerem. Parabéns, Angola!
  • Este é o meu testemunho, o meu contributo.

    Para mim a Independência de Angola significa a vontade dos povos se autonomizarem, mas também a capacidade de os que viram nascer um novo País saberem que eles têm que crescer e caminhar.

    E não há nenhum parto sem dor e, por isso delas não vale a pena falar. Fazem perte do nascer e viver.

    Viva a Independência de Angola e por isso aqui deixo um pouco da memória que tenho desse país em Portugal.

    A todos os que acreditam que é possível existir maior IGUALDADE, LIBERDADE E FRATERNIDADE, sabendo que para isso é preciso continuar a lutar todos os dias.

    Sei que nasci em Angola, numa família maioritariamente constituída por Despachantes Oficiais, que já aí vivia há três gerações.
    Ao meu pai ouvira falar do seu envolvimento, julgo que distanciado, mas atento, com o que defendia Humberto Delgado.
    Mas tive quatro pessoas que me marcarão toda a vida, pelas longas reflexões sobre a situação que se vivia no país que me viu nascer, Angola, então colónia portuguesa e que me ajudaram a moldar a mentalidade e o pensamento político:
    Bicas Mira, com quem partilhava a inquietude ou mesmo a irreverência, ainda sem saber bem de que forma a canalizar.
    Aloisio Cruz, amigo de bairro e colega de filosofia, mestiço de cor e de todas as cores no coração. Ingenuamente ainda e sem que um pensamento político nos estruturasse de facto, tecíamos considerações sobre a igualdade e a desigualdade, sobre o sentido das coisas e do viver.
    Contudo, foi com ele que fui gritar no dia 25 de Abril pela Liberdade, junto ao Governo Distrital de Malanje, cidade onde vivíamos.

    O António Martinho que tanto gostaria de reencontrar um dia e que me ensinou o milagre da fotografia revelada com líquidos e que produziam milagrosamente imagens, e que, porque em Portugal já acompanhava o “Movimento do Rato”, me ensinou o que era a seara Nova, o Jornal do Funchal, de que curiosamente e pese todas as dificuldades da descolonização, ainda consegui trazer alguns exemplares (poucos) para Portugal.
    Com ele ouvi, pela primeira vez, «O soldaninho não volta … do outro lado do mar» que muito o comovia, pois aos 20 anos, por ter reprovado no Técnico, porque as suas actividades políticas o haviam desviado do estudo, à “guerra colonial” havia ido parar.

    O António Manuel Natividade Coelho também estudante do IST e que, pelos mesmos motivos, à tropa não pôde fugir, pese todas as tentativas familiares de disso o isentarem.

    Sofreu as agruras de uma zona longínqua e um dos palcos mais ferozes da guerra em Angola: Zala. Ainda conservo comigo alguns slides desse “acampamento militar”, onde jovens soldados elouqueceram do que viram, passeando-se alguns com camaleões presos por um cordel.
    Com ele pintei, para o cinema de Malanje, uma faixa do Primeiro Congresso do MPLA nessa cidade.
    E assim me tornei eu simpatizante desse movimento, mais particularmente da OMA embora me tenha desiludido numa fase posterior com o célebre julgamento popular de Luanda, entre outras coisas terríveis que a guerra sempre traz.
    Dessa altura me ficaram os poucos objectos que consegui trazer para Portugal e que ainda hoje conservo comigo (na fotografia).
    Mas quem me deu a notícia do golpe de Estado, rua fora apitando no seu “Mini” foi a Lurdes Alves, ainda hoje minha amiga, e que assim dava voz pela cidade de um acontecimento cujos contornos não conhecíamos, mas que muitos de nós acreditámos poder significar uma mudança desejada.

    Não falarei das desilusões, da monstruosa guerra civil que vi rebentar em Angola, de algum espírito de vingança, compreensível mas, mesmo assim, atemorizador, a que se assistiu contra os Portugueses, “culpados” ou não da situação vigente até aí!
    A História disso se encarregará, não este testemunho.
    Sei que durante muitos anos senti a estranheza de afinal não pertencer a país nenhum, pois o da minha origem tive que abandonar, com o agravamento da guerra.
    Esse que, em período colonial até os seus maltratava, chamando-lhe «portugueses de segunda», como ainda constara no BI do meu pai.
    Em Portugal fui depois “retornada”, coisa que nunca entendi o porquê da designação, pois aqui a nenhum lugar tinha retornado, porque apenas de férias o conhecera. Ainda hoje me ofende tal epíteto.

    Hoje sei que não sou “branca de segunda”, como chamava o Regime Fascista aos brancos nascidos nas colónias: mas sou de Angola e de Portugual, em qualquer lugar do Mundo.

    Viva Angola independente!

    Casa de Angola

    Casa de Angola

    Este é o meu testemunho, o meu contributo.</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Para mim a Independência de Angola significa avontade dos povos se autonomizarem, mas também a capacidade de os que viram nascer um novo País saberem que eles têm que crescer e caminhar.</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Viva a Independência de Angola e por isso aqui deixo um pouco da memória que tenho desse país em Portugal.
Bom dia meus amigos.

Angola comemorou no passado dia 11 de Novembro , mais um ano da sua Independência.
Passaram-se os anos e Angola com o tempo cresceu. Cresceu no amor dos seus filhos, cresceu na credebilidade dos incrédulos.
Vivemos hoje os tempos que os ventos da bonança nos trouxeram. Para trás ficaram as mágoas, os gritos de dor. Calaram-se as armas e os ribombar dos canhões são lembranças que tentamos esquecer. Temos a esperança implantada e caminhamos a passos firmes para a construção de uma Pátria, onde caibamos todos de sorrisos abertos e de mãos dadas, sem ressentimentos, sem ódios, sem sentimentos de vingança, sem distinções de raças, credos ou religiões.

“Honramos no passado a nossa história , construimos no trabalho um homem novo.”Assim reza o nosso Hino. Assim faremos para honra e glória de quem ama esta nossa bendita terra. Terra de mil cores, terra de mil raças, terra de mil credos , terra mil e uma gente.Um abraço.Estamos Juntos.Tu, Tomás Gavino CoelhoLito MartinJosé Carlos e 12 outras pessoasgostam disto.
  • Helena Ferreira um abraço Alvaro e votos de excelente quarta feira ……
  • Alvaro Silva Obrigado Helena. Votos de dia feliz.
  • Ana Isabel Pizarro Bom dia Angola! Quem me dera estar aí!
  • Filomena Barata Estamos juntos Alvaro Silva! Obrigada pelo teu testemunho.
  • Kim Belfoto Linda prosa amigo Alvaro Silva, mas é preciso que passem uma ou duas gerações.!!!! para que o sonho seja realidade, vai ser tenho a certeza, só que não vai ser no nosso tempo, mas cabe a nós lançar as bases, e acho que estão a ser lançadas
  • Luis Filipe Carvalho Não diria melhor e são os meus maiores desejos longa e feliz vida ao país que ainda trago no coração e jamais esquecerei e como bom filho não poderia desejar nada menos que isto. Abraço.

Fotografia de Sofia Ferreira que foi vencedora na categoria de Cultura e Tradições, no concurso propositadamente promovido para homenagear a Independência de Angola

Escultura Angolana - Foto de Sofia @[100002516154606:2048:Ferreira]
  • Filomena Barata Esta fotografia foi seleccionada para a categoria «Cultura e Tradições». Parabéns Sofia Ferreira.
  • José Carlos Parabéns Sofia Ferreira…..
  • Filomena Barata Sofia Ferreira, gostava de um pequeno comentário.
  • Maria Celeste Gerald Esta foto transmite-nos a forte capacidade criativa e poder de execuçao do povo africano.ALIADO a tais capacidades podemos fazer uma leitura filosófica de um povo…através das expressoes que os artesaos conseguem criar. OLHANDO ESTA PEÇA…eu leio:estou imaginando Angola em todo o seu potencial futuro.
  • Filomena Barata A fotografia escolhida para representar a «Cultura e Tradição» do nosso concurso de fotografia em homenagem a Angola.
  • Sofia Ferreira Querem rir! O homem desta foto veio a correr prok não keria k eu tirasse fotos sem pagar. Fui insultada pelo abuso!
  • Filomena Barata A sério? Mas, espero que agora ainda não seja pior!
    Filomena Barata Se ele vir o blogue o que fará então?
  • Valodia Freitas onde está este boneco em montra?
  • Sofia Ferreira Não faz nada. Pois foi tirada na rua e tudo é negócio… Eu já nem ligo…
Sofia Ferreira Alias agora até deve ficar contente!

  • Até o nascimento de uma criança dá alegria e dor.
    Maria Emília Tangari pois é, a dor e a felicidade caminhando lado a lado…a luta sem a qual não teríamos porquê viver!
Boa noite Angola, no dia da sua Independência. Boa noite Portugal no dia S. Martinho que trouxe as castanhas, o vinho novo e a jeropica
Foto

E que fique esta serenidade. Até amanhã a todos.

Angola, Dia 11 de novembro, teu dia!
Hoje é o teu dia Angola, do meu coração,
dia da tua tão desejada independência,
pena que tantos sofreram sem razão
e tudo perderam por falta de inteligência.

É assim nesta vida em que vivemos e lutamos,
nem sempre o discernimento está presente,
tantos perderam o trabalho de longos anos,
e tu Angola, perdeste gente tão competente.
Agora estás livre, independente com alegria,
e nós, portugueses que te temos na alma,
desejamos-te um futuro próspero e de harmonia,
que instales na tua terra a paz e a calma.
Que o amanhã seja a garantia da felicidade
entre países agora irmãos, Angola e Portugal,
que possamos viver sem laivos de animosidade
e levarmos bem longe este sentimento sem igual.
Parabéns Angola, pelo 11 de Novembro teu Dia,
um marco na tua História de país de encantamentos,
estarás eternamente na minha alma, com simpatia,
porque fazes parte da minha vida de sentimentos.
José Carlos Moutinho
11/11/12
Foto: Angola, Dia 11 de novembro, teu dia!</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Hoje é o teu dia Angola, do meu coração,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> dia da tua tão desejada independência,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> pena que  tantos sofreram sem razão<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br 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sem laivos de animosidade<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> e levarmos bem longe este sentimento sem igual.</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Parabéns Angola, pelo 11 de Novembro teu Dia,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> um marco na tua História de país de encantamentos,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br 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  • Filomena Barata Vou ler de seguida. Obrigada amigo.
    É o primeiro agora!
  • José Carlos Moutinho É o primeiro, porque Angola está num lugar muito especial do meu coração! Devo dizer-te, sem vaidade, que eu, não sendo angolano, amo mais aquela terra que muitos angolanos!!!
  • Filomena Barata eu sei. Obrigada por tudo, muito emocionada como deves ter ouvido.
    Levarei para o blogue todos os testemunhos que me foram deixados e outros que cheguem.

Zé Castro

ANGOLA

Contam mistérios africanos
que as sobras da infância
filtram o tempo,

coalham no sangue,
como estrelas pendidas
nas veias de mármore…Dos contornos quentes de Angola,
arranco cheiros,imagens,palavras,
o som do sol em azuis plantado,
a seiva de um luar na pele da noite,
montanhas que encharcam terrenos,
bordões de animais nos lábios do capim,
relâmpagos de aves nos canais das nuvens…É este recordar perpétuo
que sustém o lume insaciável
entre a alma e a carne da saudade,
dolorosa floresta no meu viver,
chuva amante nas noites largas,
transpiração de rímel no meu olhar,
unha de lua que coça o peito,
pé de vento no silêncio
que faz rufar o tambor do coração…Castro.(Varandas de papel)
ANGOLA</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Contam mistérios africanos<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> que as sobras da infância<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> filtram o tempo,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> coalham no sangue,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> como estrelas pendidas<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> nas veias de mármore...</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Dos contornos quentes de Angola,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> arranco cheiros,imagens,palavras,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> o som do sol em azuis plantado,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> a seiva de um luar na pele da noite,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> montanhas que encharcam terrenos,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> bordões de animais nos lábios do capim,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> relâmpagos de aves nos canais das nuvens...</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>É este recordar perpétuo<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> que sustém o lume insaciável<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> entre a alma e a carne da saudade,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> dolorosa floresta no meu viver,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> chuva amante nas noites largas,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> transpiração de rímel no meu olhar,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> unha de lua que coça o peito,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> pé de vento no silêncio<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> que faz rufar o tambor do coração...</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Castro.</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>(Varandas de papel)
  • Zé Castro Valodia Freitas…Obrigado…Abraço
  • Ana Portugal Uma beleza Zé. Beijinhos
  • Maria Salgado Simplesmente belo!Beijinho
  • Zé Castro Ana Portugal…Obrigado…Grato pelas tuas palavras…O vaguear da mente pela imensidão de Angola produz um milagre igual ao do pestanejar das pálpebras à porta de um beijo…Beijnho e abraço ao teu Zé…
  • Zé Castro Maria Salgado…Obrigado…Ficou apenas a certeza que os nossos olhos permanecem perdidos sem passos e sem gestos…Só a mente voa ao lado da saudade para se sentir que tudo está vivo ao nosso redor…Beijinho
  • Zé Castro Vitor Pernadas…Obrigado…Abraço
  • Filomena Barata belo, muito belo Zé Castro.
  • Filomena Barata Obrigada por teres estado connosco hoje aqui.
  • Zé Castro Filomena Barata…Muito obrigado pelas tuas palavras…O ondular da saudade da nossa terra abre filamentos no olhar apenas perceptíveis pela alma…As internas noites são os instantes do grande céu que ainda gritam dentro de nós…
    Tenho estado no hospital, saí hoje à tarde…mas ainda vim a tempo de participar à mais profunda das rebentações…A liberdade de Angola!
    Beijinho
  • Valodia Freitas muito bem…
  • Zé Castro Valodia Freitas…Mais uma vez,obrigado…A saudade de Angola é o óleo cândido de um regato abrasador que escalda as veias das auroras…como se um anjo me invadisse as pupilas e pintasse de magia o meu olhar…Abraço.
  • Filomena Barata Valodia Freitas, acompanhe-nos que precisamos de colaboração e apoio para que se cumpram os nossos objectivos. Daqui a pouco vou colocar tudo no nosso blogue para que este dia fique bem marcado.
  • Valodia Freitas ja abri a pagina do blogue, mas anda não li, porque estava a acompanhar os vários futebois ao mesmo tempo…. realmente a pintura e escultura são de um grande interesse para mim…vou tentar acompanhar mais de perto…vale sempre a pena…
  • Filomena Barata Mas há Literatura; as Províncias de Angola e de Portugal; as Línguas; a Mulher; a fotografia… tantos temas encontrará!
        • DÁ A TUA MÃO

          Dá-me tua pequena mão
          Pois um dia assim também fui
          E caminharemos juntos

          Dá-me tua pequena mão
          Para meu calor sentires
          Junto à minhaNão importa a cor
          Nem crenças
          Mas desejos em comum
          De darmos as mãos
          E prosseguir o destino
          Por nós traçadoDá-me tua pequena mão
          Meu irmão…Fátima Porto
          ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
          DÁ A TUA MÃO</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Dá-me tua pequena mão<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Pois um dia assim também fui<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> E caminharemos juntos </p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Dá-me tua pequena mão<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Para meu calor sentires<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Junto à minha</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Não importa a cor<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Nem crenças<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Mas desejos em comum<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> De darmos as mãos<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> E prosseguir o destino<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Por nós traçado</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Dá-me tua pequena mão<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Meu irmão…</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Fátima Porto<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
        • VITORIA DO POVO ANGOLANO Todos nós somos vencedores,
          Somos guerreiros na arte de viver.
          Vença todos os seus medos,
          Seus limites.
          Vença todos os obstáculos da vida.
          Vença as diferenças.
          As dificuldades.Vença o desanimo,
          Não permita que seu corpo vire um flagelo.
          Não aceite nada pela metade,
          Exija “ tudo ou nada”!
          O vencedor não aceita metade,
          Assim como não desiste no meio da estrada.
          Arrisca-se!
          O que tiver que ser seu,
          Não será…!
          Já esta!… “é” contigo!Lute até a ultima gota de suor.
          Até o limite de suas forças.
          Encare as feras como se fossem domadas.
          Mentalize o seu potencial.
          Atraia seus objetivos.
          Não tenha medo da vitoria,
          A vitória pertence aos mais ousados
          E atrevidos e destemidos.Vença …
          Use seus punhos como espadas.
          Use sua mente como sabedoria.
          Use seu coração para amortecer-te.
          Use seu amor para vencer.
          Porque assim nada irá te deter.
          Solte seus monstros.
          Liberte sua alma.
          Grite com todas as letras.
          E finalize com um silêncio gritante.Vença com a verdade.
          Ponha seus sonhos em prática.
          Sonhos mais valiosos são os colocados em prática.
          Ouça seu coração, sempre aconselhado da razão.
          Coloque em prática sua determinação.
          Seja um vencedor….Sem passar por cima de ninguém.
          Use seus conhecimentos, abuse dos seus méritos.
          E glorifique a vida como se fosse o ultimo dia de vivê-la.A verdadeira vitória não é aquela que atinge seu ideal,
          E sim aquela que exige de você o seu potencial.
          Que exige a força subumana! .
          Vença!… Isso chama-se ” O poder da vitória PAULO ABRANTES

           

        • SAUDADE BOA.

          Tenho saudade da minha Terra, Mãezinha.
          Da minha Angola que ficou lá atrás,
          Da mangueira que deixei sozinha

          E que ainda lá está, hoje, em MALANJE.
          Tenho uma lágrima que não para,
          Escorrendo pela vida fora.
          Disfarçada
          Com sorrisos treinados,
          Mas doridos, mostrados, fora, fora.
          Minha Terra que foi e que é
          Da minha cor antiga que permanece
          Hoje em mim.
          Tenho as picadas das Picadas
          Da terra vermelha da minha terra
          Que patinava por baixo das camionetas
          Até do paludismo tenho saudade,
          Porque é da minha Terra,
          Tenho saudade de Ti, MÃE.
          José Jacinto

           

        • Angola è uma flor que nao murcha
          • Tu, Ana PortugalFatima Porto e Sofia Ferreira gostam disto.
          • Thomas Cossa Pxoal kero conhecer Angola alguèm pode me dar help de quarto?
          • Valodia Freitas …amigo Thomas Cossa,, arranja primeiro um bom saco de tostões, daqueles mesmo bem pesados, depois podes vir conhecer a realidade, vais ver que não te vai faltar quartos onde ficar………as novidades do país estão todas na internet, procura e vais e…Ver mais
        • PARABÉNS ANGOLA!!!
          Queria deixar mais do que isto… Parabéns…
          Acontece que …não sei…

          ???????????????????
          Ver mais

          PARABÉNS ANGOLA!!!<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Queria deixar mais do que isto... Parabéns...<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Acontece que ...não sei...</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>???????????????????</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Quero escrever...<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> O quê, não sei<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Quero dizer o que sinto...<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> O quê, não sei</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Só sei que quero...<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> mas o que quero eu?</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Às voltas com a minha imaginação<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> nada imagino<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> ou imagino-me um não?</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>O Não nunca fez parte de mim...<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Agora porque falo nele<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> tanto assim?</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Quero ir, seguir em frente...<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> procurar... encontrar...<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Encontrar o quê?</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Gera-se a confusão<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> nada está na minha imaginação...</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Será que posso chegar ao paraíso?<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> E haverá esse paraíso?<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Será que há mente<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> com cenas de vida crente?</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Já não sei nada...<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Ando por aqui...<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Perdida ou achada<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Saí de mim?</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Quantas e tantas são as perguntas...<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Há cérebro, mente ou sentimento?<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Se há cérebro tem miolo<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Se miolo é mente<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> onde anda o meu sentimento?<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Vou misturar tudo<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> pode ser que nessa coisa de imaginação<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> surgam as respostas todas juntas...</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Então uma a uma as separo<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> aliso-as com carinho<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> abraço-as como minhas<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> delas já não me separo<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> quero-as coladinhas<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> pois se estão às tirinhas<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> não podem ser para mim<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Gosto de respostas certinhas<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> por isso me sinto assim...</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Quero... e não sei...<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> imagino...e não se vê<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Não... não quero<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> perder-me de mim...</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>de:aileda/adeliavaz
        • Foto

          A flor que és,
          não a que possa comprar,
          te venho oferecer.

          MIA COUTO

          No poema remetido a esta página
          “Aniversário”
          Por: Mia Couto
        • S. Martinho

          Hoje é dia de S. Martinho.
          Ali na Golegã, a festa é em grande.
          A festa das vaidades, dos burgueses decadentes.

          Eu há muito que não vou ao S. Martinho.
          É uma decepção para o simples mortal.
          Não sou agro-beta.
          Não tenho cabelos longos, castanhos, com madeixas loiras.
          Não uso calças de bombazine verde garrafa, por dentro das botas de montar.
          Não pinto os lábios de rosa claro e brilhante. Não vou ao solário.
          Não ando de charrete nem a cavalo.
          Não tenho amigos latifundiários, com quintas abertas a outros betinhos.
          Não domino aquele espaço nem a sua linguagem.
          Só sou ” tia ” dos meus sobrinhos.
          E se acaso vou à feira de S.Martinho, compro castanhas e casacos ensebados. Chapéus de chuva e artesanato.
          Olho os cavalos.
          E trago comigo, de volta, a vontade de não voltar.
          A Feira de S.Martinho, terá os seus encantos, mas eu nunca nela me encantei.
          Não sou agro-beta nem latifundiária…m.c.s.
          S. Martinho</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Hoje é dia de S.Martinho.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Ali na Golegã, a festa é em grande.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> A festa das vaidades, dos burgueses decadentes.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Eu há muito que não vou ao S.Martinho.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> É uma decepção para o simples mortal.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Não sou agro-beta.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Não tenho cabelos longos, castanhos, com madeixas loiras.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Não uso calças de bombazine verde garrafa, por dentro das botas de montar.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Não pinto os lábios de rosa claro e brilhante. Não vou ao solário.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Não ando de charrete nem a cavalo.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Não tenho amigos latifundiários, com quintas abertas a outros betinhos.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Não domino aquele espaço nem a sua linguagem.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Só sou " tia " dos meus sobrinhos.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> E se acaso vou à feira de S.Martinho, compro castanhas e casacos ensebados. Chapéus de chuva e artesanato.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Olho os cavalos.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> E trago comigo, de volta, a vontade de não voltar.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> A Feira de S.Martinho, terá os seus encantos, mas eu nunca nela me encantei.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Não sou agro-beta nem latifundiária...</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>m.c.s.

PARABÉNS ANGOLA!!!!!
dos Amores e Desamores, dos sentires e dos desejos, das saudades e das vivências….QUE CONTINUES SEMPRE A SER AQUELE PAÍS que todos amamos e queremos independente, saudável, feliz e SEMPRE BELO: Parabéns às gentes, a esse povo que tanto sofreu para atingir sua LIBERDADE….SEJAM ETERNAMENTE FELIZES
PARABÉNS ANGOLA!!!!!<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> dos Amores e Desamores, dos sentires e dos desejos, das saudades e das vivências....QUE CONTINUES SEMPRE A SER AQUELE PAÍS que todos amamos e queremos independente, saudável, feliz e SEMPRE BELO: Parabéns às gentes, a esse povo que tanto sofreu para atingir sua LIBERDADE....SEJAM ETERNAMENTE FELIZES

 Maria Clara Santos

Parabéns Angola

Minha terra que bonita
Menina e tão gigante
Bravo povo em ti habita

Tens alma de diamanteTerra de tantas mães
Tantos amigos e irmãos
Hoje estás de parabéns
E todos damos as mãosMinha terra abençoada
Minha voz na humildade
Quer dizer-te obrigada
E chamar-te de saudadeAh minha terra querida
Meu sol, meu mar, meu chão
Hoje mais do que nunca
Moras no meu coração.m.c.s. ( 11.11.2012 )
Parabéns Angola</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Minha terra que bonita<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Menina e tão gigante<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Bravo povo em ti habita<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Tens alma de diamante</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Terra de tantas mães<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Tantos amigos e irmãos<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Hoje estás de parabéns<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> E todos damos as mãos</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Minha terra abençoada<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Minha voz na humildade<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Quer dizer-te obrigada<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> E chamar-te de saudade</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Ah minha terra querida<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Meu sol, meu mar, meu chão<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Hoje mais do que nunca<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Moras no meu coração.</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>m.c.s. ( 11.11.2012 )
Sou de Luanda Angola
Nasci aqui bem perto
Entre o mar e o deserto
Sou palmeira dançando ao vento

Sou batuque de tambor tribal
Imbondeiro nú, sem igual
Sou árvore forte que não derruba
Eu sou o rugido do trovão
Do calor dos 40 graus do Verão
Cada passo é uma conquista
Duma guerra enexplicável
Da sede dos homens insaciável
Meu sangue d’Àfrica tem feitiço
Sou preto, branco, sou mestiço
Sou duna batida pelo vento
Do nascer ao pôr-do-sol, sou diferente
Sou mar calmo e reluzente
Sou welwitchia de exótica beleza
Minha música é magia sem igual
Como o canto da ave celestial
Sou luar de Março, sou miragem
Sou diferente, sou africana
EU SOU MULHER ANGOLANA!…..
Foto: MULHER ANGOLANA </p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Sou de Luanda Angola<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Nasci aqui bem perto<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Entre o mar e o deserto<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Sou palmeira dançando ao vento<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Sou batuque de tambor tribal<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Imbondeiro nú, sem igual<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Sou árvore forte que não derruba<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Eu sou o rugido do trovão<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Do calor dos 40 graus do Verão<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Cada passo é uma conquista<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Duma guerra enexplicável<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Da sede dos homens insaciável<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Meu sangue d'Àfrica tem feitiço<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Sou preto, branco, sou mestiço<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Sou duna batida pelo vento<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Do nascer ao pôr-do-sol, sou diferente<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Sou mar calmo e reluzente<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Sou welwitchia de exótica beleza<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Minha música é magia sem igual<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Como o canto da ave celestial<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Sou luar de Março, sou miragem<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Sou diferente, sou africana<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> EU SOU MULHER ANGOLANA!.....
Foto

Rui Moreira Henriques Serrano

  • DIA 11 DE NOVEMBRO DIA DOS ANGOLANOS

    Este dia da Independência de Angola,
    É o dia sagrado dos legítimos filhos,
    D’uma terra abençoada que se adora,

    Pelo feitiço que invade seus amigos.Angola e os angolanos estão ligados
    Por uma Pátria una que é respeitada
    Em todo Mundo, nossa terra amada,
    Com seus heróis sempre exaltados.Estejam onde estiverem, os angolanos
    Jamais esquecerão a sua linda terra,
    Almejam a ela regressar; com ânimo
    Redobrado, para se evitar a guerra.Estes meus simples versos evocativos
    Da independência dos filhos de Angola
    São meu desejo firme que me consola,
    Afirmando meus sentimentos afectivos.
    Foto
  • Angola em Portugal. Viva o dia em que nasceu um país!
    Angola em Portugal. Viva o dia em que nasceu um país!

     

Fotografia Kostadin Luchansky e design/concepção da Agência Engenho Novo/Marcano.

Poema Ilda Ruivo

Parabéns Angola!
  • O Museu Nacional da Escravatura no Morro da Cruz, baía do Mussulo, em Luanda, ao final do dia. Criado em 1997 pelo Instituto Nacional do Património Cultural com o objectivo de dar a conhecer a história da escravatura em Angola, o Museu tem a sua sede na Capela da Casa Grande, templo do século XVII onde os escravos eram baptizados antes de embarcarem nos navios negreiros que os levavam para o continente americano.
    O Museu Nacional da Escravatura no Morro da Cruz, baía do Mussulo, em Luanda, ao final do dia. Criado em 1997 pelo Instituto Nacional do Património Cultural com o objectivo de dar a conhecer a história da escravatura em Angola, o Museu tem a sua sede na Capela da Casa Grande, templo do século XVII onde os escravos eram baptizados antes de embarcarem nos navios negreiros que os levavam para o continente americano.
    O Museu Nacional da Escravatura no Morro da Cruz, baía do Mussulo, em Luanda.
Faz 37 anos que Angola se tornou num País independente…. Que o Progresso paire sobre esse jovem País e o seu Povo…. Para que se torne numa Grande Potência Mundial….
Faz 37 anos que Angola se tornou num País independente.... Que o Progresso paire sobre esse jovem País e o seu Povo.... Para que se torne numa Grande Potência Mundial....
  • INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA

    por Ilda Ruivo a Sábado, 10 de Novembro de 2012 às 18:34 ·

    Angola minha terra sem igual

    Apesar de não nascer do teu chão

    Quero-te como a Portugal

    E jamais sairás do meu coração!

    Angola do 11 de Novembro

    Dia a que todos aspiravam

    E que tão bem me lembro

    Com que alegria saltavam!

    Foram dias de euforia

    Vividos até à exaustão

    Pena que essa alegria

    Não tocasse a todos no coração!

    Angola, presença em mim

    Sinto-te constantemente

    Desejo-te felicidades sem fim

    Amor meu ausente!

    Ilda Ruivo

    In “Memórias”

    2012-11-11

    Filomena Barata

  • Daqui a pouco, pelas 17h 30m, no Programa Improviso de Luisa Fernanda, na rubrica «Tardes sem Tempo», vamos falar da Independência de Angola.
    • Aguinaldo Gonçalves Livre arbítrio,união,compaixão,partilha,desenvolvimento,intelectualismo,fortaleza no sangue da negrura e dos musseques sofridos.
    • Filomena Barata Fantástico Aguinaldo Gonçalves. Também em duas linhas diz-nos de onde escreveste e o que fazes aí.
    • Aguinaldo Gonçalves Angola/Musseque,trabalho,estudo e desperto a mente do povo adormecido
    • Filomena Barata sim, mas na plataforma onde estás agora a escrever
    • Aguinaldo Gonçalves Saipem 12000
    •  No dia da Independência de ANGOLA, formulo um voto.
      Que tanto os de lá ,como os de cá façam parte deste arco-íris comungando a mesma ideologia acerca de todo o Ser Humano. Maria Celeste Gerald.
      Foi o início de um sonho de um punhado de Angolanos e Angolanas – significa Liberdade – Unidade da Nação e Desenvolvimento de tão belo e portentoso pais – Damiao Cristiano Jr.
      Alegria porque era um anseio há muito desajado: Esparança pro um futuro que se quria promissor. Desalento pela guerra civil que chegou depois da independência. Esperança de novo porque terminou a guerra e o futuro está aí, nas mãos do povo angolano. Tomás Gavino Coelho
      Fatima Alegre Martinho

      Fatima Alegre Martinho

      Hoje em Luanda e 37 anos depois,emociono-me ao ouvir o hino acional fazendo um acompanhamento dessa altura.E compreendo como tudo valeu a pena. Nação jovem com uma historia imensa de valores!
      Voltei em 2010 e estou cá desde o último abril. Sou médica e vim ajudar o meu pais.Pena que ainda não consegui a nacionalidade. Estou muito feliz é o meu chão!
      • A independência de Angola apesar de ter sido inevitável foi conduzida a uma descriminação étnica proveniente de um cognitivo guerreiro étnico.

        O que me fez sair de Angola é que os bens dos meus pais foram congelados o que nos impossibilitou continuar e fomos todos para o Brasil e eu depois segui para a Belgica.

      • Sou gestora de marketing estratégico de políticas e de mercados e actualmente estou em Portugal por razões familiares.
      • Nunca me senti retornada porque sou angolana sendo da 3ª geração.
Publicado por: Filomena Barata | Outubro 28, 2013

Aguinaldo Gonçales, Mar em que trabalho e me inspiro

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Uns jogam
Outros ensinam
Alguns vandalizam
A maioria ludibria
Poucos estudam
Ínfimos descobrem
Gananciosos apoderam-seA magia circunda-nos
Iludem os mágicos
Hipnotizam sábios e bruxos
Amantes amam
Sofrem decepcionados
Felizes os que se libertamO mundo em que vivemos?
Não! Muito mais do que isso
A realidade é uma decisão.
O sonho uma opção!
O que sou?
Encontra-me sobre, às frases!
Pensadores, solucionam e reprovam.

Omola Vofeca

Publicado por: Filomena Barata | Outubro 24, 2013

Álvaro Silva, Insónia

Meus amigos.
A insónia bateu-me a janela e pela porta do meu sono entrou despertando-me para esta espontaneade da minha alma, aqui escrita sem prumos nem arrumos e que convosco partilho.O sol, reflectido nas águas do oceano, prateava com os seus raios no zénite a massa escura de água do oceano no mar do mussulo, emprestando-lhe um esplendor cuja luz dava a sensação de um gigantesco espelho flutuante. As águas penteadas pela suave brisa, encapelavam em ondas encarapinhadas que desmaiavam preguiçosamente na areia branca, murmurando ao vento sussurros de namoro. A suavidade das ondas embalando o enorme espelho,deixa no olhar do atento espectador, um espectáculo inebriante, de luz, de sol e calor, que a suave brisa maritima acaricia deixando nos rostos perlados de suor a sua frescura e o aroma da maresia que invade agradavelmente o olfato de quem se dilicia com este espectáculo.
Fotografia Álvaro Silva
Ao longe uma enorme mancha escura, recorta-se no horizonte indicando a ílha do Mussulo.
As gaivotas de penas alvas, cruzam o Azul limpo do firmamento,e o seu cantar ao cântico do imenso e espelhado mar se junta numa harmonia de sons qual harpas de querubins ensaindo os louvores ao Altíssimo.
Não muito distante uma canoa, escavada no tronco de uma mafumeira, cruza o mar, e põe no espelho imenso a sua escura imagem, com a silhueta também escura do pescador agarrado a sua vara de ximbicar.
Ajusto os meus óculos de sol e saboreo o prazer que a vida me dá .Deleito-me com a fresca brisa do mar , inspiro a plenos pulmões o ar com aroma da maresia e deixo soltar com ele os ais da minha alma dorida. Cerro os meus cansados olhos e vejo em sonhos de encantar a terna carícia no meu amor e o halito quente do seu respirar, cobre de prazer a saudade ardente que tange o meu coracao.
Meus braços se erquem e por entre os meus dedos corre o vento, tal como o tempo inexorável na contagem decrescente da vida. onde os justos se degladiam para manterem a verticalidade do seu ser, do seu pensar, sem os milindres da torpeza execrável dos que se valem das aparências para escarnecerem dos que se querem na lama, por julgamentos eivados de hipocresia e de falsidades de mentes torpes.
Meu peito alberga com nobreza os sentimentos de respeito e de amor ao próximo, sem bajulações desprestigiantes, nem servilidades caninas aos que ostentam acintosa e soberbamente os poderes mundanos desta vida terrena,onde o ouro e as jóias valem muito mais que as virtudes.
Oh vozes da hipocrisia e da maldicência calai-vos e no silêncio de que tendes medo escutai os clamores das vossas almas fétidas de pecado, apelando pela razão e pela verdade do que teimosamente, vossos olhos cegos nada vêm.
Oh Sol da minha vida iluminai-me e conduzi-me com humildade para os caminhos da justiça, da honra antes que minha vida se esfume e caia nas malhas dos meus incomplacentes algozes.”Glossário”
MAFUMEIRA, espécie arborea, cujo tronco é aproveitado para o fabrico das canoas dos Pescadores da ilha de Luanda.
XIMBICAR – palavra de origem quimbundo, Verbo transitivo com o significado de Remar a vara.

Luanda, 23 Outubro de 2013.

Fotografia: Álvaro Silva

Publicado por: Filomena Barata | Outubro 1, 2013

Porto Amboim, Álvaro Silva

Meus amigos.
Fotografia Álvaro Silva, Outubro 2013.
Convosco partilho, este espontâneo, escrito sem prumos nem arrumos nesta terra linda e acolhedora – Porto Amboim, terra de mar, terra de sol terra de sons e cores da nossa Terra, nossa Angola, nossa mãe.Hora vespertina, uma brisa suave e fresca brincava com as ondas lânguidas e preguiçosas que desmaiavam em xailes de alva espuma nas areias castanhas da praia de águas verdes e tranparentes, deste mar de Porto Amboim.
O Sol doirava com os seus raios de luz, o caminho do poente, reflectido nas águas que gingavam vaidosas no seu esplendor.
Porto Amboim, Setembro 2013. Fotografia Filomena Barata
O dia findava calmamente, e o surrurrar dos ventos na carapinha das ondas, entoavam uma suave canção de embalar que deixava no ar um encantamento peculiar.
O cheiro do mar trazido pelos braços voluptuosos da suave brisa maritima espargia o suave perfume de maresia e uma ténue nuven de branco manto, matizada com as cores da luz do entardecer,criava a doçe sensação de bem estar.
As folhas dos coqueiros, qual bandeiras desfraldadas ao vento, dançavam com a suavidade da brisa no seu calmo passar para destinos sem fim.
No horizonte o desmaiado rubro do sol contrastava com o negrume da água distante e com o da noite que cobria lentamente com o seu manto negro a luz fraca que teimava em se apagar.
Caía a noite e o barulho das vagas nos esporões da praia rufavam como tambores tocados com o frenesim do sangue quente de África.
Páro no tempo, vagueio no espaço e minha mente se perde na escuridão densa da noite que cobre o meu horizonte.
Meu eu, vive em mim como alma penada em busca do sossego que merece.
Sussurro aos ventos os ais da minha alma. Peço ao Senhor a luz para o meu caminho.
Meu olhar perdido na escuridão da noite, busca em vão o rumo para a felicidade negada ao longo dos tempos.
Meus anseios morrem no suspiro e no pestanejar dos meus olhos molhados a vontade apagada por quereres que não quero, por desejos que não sinto.
Quero nesta noite virgem, prenhe de sentimentos confusos encontrar a serenidade de um doce turpor para com enlevo anelante embalar minha alma em sonhos de ventura.
Varito
Porto Amboim, 01-10-2013
Porto Amboim, Setembro 2013. Fotografia Filomena BarataBom dia , bom dia meus amigos.Quero desejar a todos um óptimo dia de trabalho , pleno de boas realizações.
Aqui, nesta terra de sonhos, de beleza de cores e sons contagiantes, o dia surgiu com o sol a espreitar timidamente , pela suave neblina que estranhamente se mantém nesta época do ano. O calor tarda a chegar, as noites e as manhãs ainda estão frias, de um frio agradável que convida ao relaxe e a um sono reparador para quem se esgota nas canseiras laborais do dia a dia.

Fotografia David Oliveira. Porto Amboim, Outubro 2013.

O cheiro do mar é um perfume inebriante nestas silenciosas e calmas manhãs na cidade de Porto Amboim que caminha vacilante para o crescimento que o desenvolvimento das industrias aqui instaladas a pretendem levar.
Vive-se a calma pachorrenta deste ambiente, cortado a esmo, pelo barulho do escape de uma motorizada e pelo chilrear constante dos passarinhos que alegram o dia de quem como eu se extasia com as belezas da natureza, esta natureza virgem que encanta quem por ela se apaixona.
O mar calmo de ondas suaves bate, nas pedras enormes que formam os esporões da praia, com um barulho agradável das águas embrulhadas em alva espuma, que desmaiam nas areias, deixando no ar o perfume da maresia e uma névoa eivada de sabores salinos pulvilha o ambiente com a sua frescura natural.
Ao longe sob um céu Azul limpo de nuvens, ve-se o preguiçoso balançar das enormes massas das águas do mar e próximo a linha do horizonte o recorte escuro das embarcações de pesca artesanal, principal actividade das suas gentes nesta vila piscatorial.
Uma sensação de prazer, faz-me ter a noção do que é ter vida para viver momentos como estes.
De repente o toque do meu telemóvel, desperta-me para a realidade e chama-me para as minhas reais responsabilidades, cortando o prazer desta minha dissertração.

Um abraço. Estamos Juntos.

Porto Amboim, 2-Out. 2013.

Abaixo: Fotografia de Álvaro Silva.

Fotografia Filomena Barata, Setembro 2013.

Publicado por: Filomena Barata | Julho 31, 2013

Álvaro Silva, As folhas que caem

fotografia do Álvaro Silva
Meus amigos, convosco partilho esta espontaneidade, sem prumos nem arrumos. Aos amigos a vénia pela complacência aos críticos minha mão a palmatória.

As folhas que caem
são como os dias
nas nossas vidas

São o tempo que passa
sem conta,
sem medida

as folhas que caem
são como os amigos que perdemos
e familiares que se foram

as folhas que caem
são como o tempo
que foi e não volta

são como os amores perdidos
no tempo que sentimos.
E que não volta.

só a saudade volta no tempo
Só as marcas da vida
não são como as folhas caídas.

as folhas que caem
São como a vida que se esfuma
nas curvas do destino
entre venturas e desventuras.

as folhas que caem
são como mágoas esquecidas
no tempo apagadas.

Varito.
Luanda 30-07-2013

Fotografias de Álvaro Silva

Publicado por: Filomena Barata | Julho 18, 2013

O Céu da minha Terra, Álvaro Silva

Bom dia , bom dia meus amigos.
Hoje convosco partilho, sem prumos nem arrumos esta espontaneidade da minha alma.
aos amigos a vénia pela complacência aos críticos minha mão a palmatória.MINHA TERRAO céu da minha terra é azul,
Tem beleza de encantar
Que deixa saudade de acalmar.

a minha terra tem céu azul
tem terra de acolher
nos seus braços de amor

a minha terra tem sol que brilha
tem o verde verdejante dos matos
e o um lindo luar de sonhar.

a minha terra tem sonhos de encantar
e alegria nos seus cantares
tem semba e rebita nos seus dançares
tem calulu e muamba nos seus manjares.
tem os quitutes de boca adoçar.

a minha terra tem sol e mar
de águas quentes e praias de deliciar.
a minha terra é terra de sonhar
com maboque e ginguenga para saborear.

a minha terra tem cheiro do mato
tem chuva de terra molhada
que deixa no ar
perfume sem par.

a minha terra tem o feitiço
da negra
da mulata
da branca
mistura de raças
que a todos fascina.

minha terra não tem cor nas suas gentes
minha terra tem
gente que ama e que sente.
O amor da terra mãe.

Luanda,18 de Julho de 2013.

Varito.

Uma nova plantação de café robusta “Ambriz”.
É este o meio ambiente do café robusta, altitude, sombra e pluviosidade. Aqui numa manhã fria de cacimbo. Quibaxe, Província do Bengo, Angola.
Flor do Café.
Publicado por: Filomena Barata | Junho 20, 2013

Manhã de Junho, Álvaro Silva

Bom dia, bom dia meus amigos, bom dia bom, dia meus amigos de cá e de lá.

Vivo com ansiedade esta vontade de ter o tempo ao meu dispor para matar esta saudade de vos ter e partilhar com intensidade voraz o prazer da vossa sempre agradável companhia.
É bom ter amigos, é bom sentir que existimos, pelos amigos que temos, pelo amor que sentimos e àqueles que amamos nos dedicamos de corpo e alma.
Vivemos para a vida e para a vida morremos, sentimos os sentimentos da vida do amor ao ódio, da repulsa ao desprezo, da hipocrisia a indiferença, da fé ao agnosticismo, do escárnio a falsidade, do cinismo a ingratidão, sentimentos piores não há que alma humana possa albergar.
O amor e a amizade serão talvez o bálsamo mitigador destes males que pelo mundo grassam e na alma dos insensíveis se acoitam.

Nesta fria manhã de Junho, o sol rasgou timidamente, a incomensurável cortina de névoa branca matinal e iluminou com os seus incontáveis doirados raios a terra de terra amarela que piso com o peso deste corpo pesado e cansado pelos males da vida e pelas alegrias vividas e, também pelos temores sentidos.
Reina neste calmo recanto escondido do mundo o silêncio, este silêncio que me purifica alma e o respirar do ar puro que desce das verdes montanhas, inundam-me os pulmões, fazendo-me ter a sensação de que renasci, renasci para vida de um novo dia, um dia que agora começa, com um percurso pleno de incógnitas.
O ar fresco, o monótono passar do tempo, transmiti-me a falsa sensação de que o mundo parou no tempo e que só bater compassado do meu coração me faz sentir a vida.
O silêncio, a paz, o sossego, dão-me esta calma que me leva de forma espontânea isto escrever e convosco, meus queridos amigos partilhar.

Um grande e forte abraço. Estamos Juntos.

Bolongongo, 19 de Junho de 2013.

Varito.

Bom dia, bom dia meus amigos, bom dia bom, dia meus amigos de cá  e de lá.</p>
<p>Vivo com ansiedade esta vontade de ter o tempo ao meu dispor para matar esta saudade de vos ter  e partilhar com intensidade voraz o prazer da vossa sempre agradável companhia.<br />
É bom ter amigos, é bom sentir que existimos, pelos amigos que temos, pelo amor que sentimos e àqueles que amamos nos dedicamos de corpo e alma.<br />
Vivemos para a vida  e para a vida morremos, sentimos  os sentimentos da vida  do amor ao ódio, da repulsa  ao desprezo, da hipocrisia a indiferença, da fé ao agnosticismo, do escárnio a falsidade, do cinismo a ingratidão, sentimentos piores não há que alma humana possa albergar.<br />
O amor e a amizade serão talvez o bálsamo mitigador destes males que pelo mundo grassam e na  alma dos insensíveis se acoitam.</p>
<p>Nesta fria manhã de Junho, o sol rasgou timidamente, a incomensurável cortina de  névoa branca matinal e iluminou com os  seus incontáveis  doirados raios a terra de terra amarela  que piso  com o peso deste corpo pesado e cansado pelos males da vida e pelas alegrias vividas e, também pelos temores sentidos.<br />
Reina neste calmo recanto escondido do mundo o silêncio, este silêncio que me purifica alma  e o respirar do ar puro que desce  das verdes montanhas, inundam-me os pulmões, fazendo-me ter a sensação de que renasci, renasci para vida de um novo dia, um dia  que agora começa, com um percurso pleno de incógnitas.<br />
O ar fresco, o monótono passar do tempo, transmiti-me a falsa sensação de que o mundo parou no tempo e que só  bater compassado do meu coração me faz sentir a vida.<br />
O silêncio, a paz, o sossego, dão-me esta calma que me leva de forma espontânea isto escrever e convosco, meus queridos amigos partilhar.</p>
<p>Um grande e forte abraço. Estamos Juntos.</p>
<p>Bolongongo, 19 de Junho de 2013.</p>
<p>Varito.

 

Publicado por: Filomena Barata | Junho 17, 2013

Álvaro Silva, Sábado

Bolongongo Alvaro Silva

Fotografia: Alvaro Silva

Alvaro Silva
Aos meus amigos.
Aos meus amigos de cá e de lá.
Aqueles amigos que trago comigo e de quem tenho gratas e boas recordações.
Aqueles amigos que comigo este espaço partilham, transmitindo o seu apreço e aquele amplexo que só o calor da verdadeira e sentida amizade é capaz de dar, aqueles amigos que comungam comigo as tristezas da minha alma, os desamores que a vida nos traz, e no falar dos seus silêncios encontramos muitas vezes o bálsamo mitigador para os dias cinzentos, para os dias sem alegria, para os dias sem vigor, para os dias sem vontades, sem quereres e sem crer… para os dias como hoje.

… Sábado, 15 de Junho.

Hora matutina. Despertei assim. Abri a janela do meu modesto quarto e esta visão inundou com esta imagem do tempo perdida no nevoeiro, a retina dos meus mortiços e cansados olhos. Meu olhar varreu pachorrentamente, os lugares do que lhe foi possível enxergar, passeou, lentamente por entre a névoa cinzenta e nas várias estações de recordações que o tempo não apagou, sentei o sentir da minha alma nos bancos das lembranças.
Nestes fugazes momentos a saudade fustiga-me impiedosamente a alma e a laceração pungente afoga a tristeza, que me faz sentir esta insipidez que a vida me trouxe, esta insipidez de sempre sentir o que não quero, esta insipidez de ver o vazio, esta insipidez que torna o mundo surdo e mudo os ais da minha alma dorida e magoada, pela insensatez das injustiças, das hipocrisias, das falsidades do homem, que com sorrisos rasgados de falsos e escondidos intentos distribuem os falsos sentimentos de amizades infiáveis, na desesperança desta esperança que a letargia desta insipidez, meu estomago azeda e minha visão embaça.
Perco-me mergulhado nesta insipidez, nesta morneza do tempo sem tempo, no tempo que passa e não pára, do tempo que me tráz na bandeja dos desprazeres da vida o sarcasmo, e o escárnio dos algozes que me querem … como o a lâmina do machado decepador deseja o pescoço do condenado inocente….
A brisa fria da manhã varre com suavidade estas cinzentas lucubrações, e a frescura terna acaricia minha alma, trazendo-me para a realidade do tempo, deste tempo insipido, que a vontade não cria e o querer não quer.
Esbarro nas contradições desta insipidez, que me pára a alma, que me pára o sentir, este sentir que me faz ver que sou humano e da humanidade de corpo e alma de insipidez vestido, e de prazeres despido… vagueia por entre os escombros invisíveis e nos braços dos fantasmas e dos medos temidos que me transportam para o colo da realidade, nua e crua.

Bolongongo, Sábado, 15 de Junho de 2013.

Álvaro Silva

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