Elas eram as heroínas de um país a nascer.
Lavravam, criavam, vendiam, garantiam a família quando os Homens estavam na guerra, quem sabe batalhando bem mais do que eles, para que os filhos pudessem comer.
Era assim, horas e horas a trabalhar, parecendo que o dia não tinha fim!
Deserdadas da terra que as vira nascer, ainda iam aprender, estudando.
E continuavam, filhos às costas e equilíbrios na cabeça como não se pode imaginar.
Diz o texto do blogue que partilho que a «palavra zungueira vem de zunga, que é originária da língua Kimbundo e quer dizer andarilha, andante».
http://daafricacomamor.blogspot.com.br/…/mulheres-zungueira…
E hoje? O que são as Mulheres de Angola ou as de Portugal?
As mesmas horas, os mesmos dias.
Caminhantes ainda para que a vida se possa fazer…
Hoje não há, felizmente, guerra. Mas estas Mulheres, aqui ou ali, continuam a ser, homens ausentes ou emigrantes, o que faz os países terem chão, mas também ar para viver.
Até que um dia, mesmo com as costas cansadas, digam alto: vamos lá deixem-se de histórias e vamos todos trabalhar de igual modo e aqui!
Olá Angola, olá Portugal. Parabéns por um país a nascer!
Eu zungueira serei.