Publicado por: Filomena Barata | Novembro 6, 2012

Álvaro Silva, Meus amigos … tenho medo do esquecimento

Meus amigos,
Assim pensei , assim escrevi de forma espôntanea , sem prumos nem arrumos e convosco o atrevimento da partilha. Para os amigos a vénia pela complacência aos críticos minha mão a palmatória.

 

Foz do Cunene

Tenho medo,
Sim, tenho medo de ser

mais um cidadão anómimo deste mundo.Tenho medo do tempo que passa
tenho medo da inércia que nada muda

tenho medo da vida,
desta vida que me resta
e no anonimato me deixa

tenho medo de partir
sem nada deixar
tenho medo,
sim, tenho medo
de só lágrimas deixar
e no peito dos que me amam
somente a saudade ficar.

Tenho medo
Medo de nada deixar
Por não ter…
Por nada ter
se não esta vontade
de vos querer deixar
algo mais que o meu anonimato
algo mais que a saudade
algo que mais que um simples epitáfio,

Tenho medo
medo de ser
um cidadão desconhecido deste mundo.

Medo
por não ter sabido
Colocar a pedra
Neste alicerce do mundo.
Para meus feitos perpetuar.

Tenho medo
Medo do esquecimento.

Luanda, 05 de Novembro de 2012.


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