Publicado por: Filomena Barata | Janeiro 23, 2012

Um ano do nosso Grupo, Álvaro Silva

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 Momento de entrega, em Portugal, a representante da Casa de Angola do saco que representava a Causa da «Palanca Negra Gigante a Património da Humanidade». Em Angola, exactamente no mesmo dia e à mesma hora, realizou-se também um almoço.
 
 
Meus amigos.

Bom dia e votos de bom início de semana laboral.
Há alguns dias a nossa querida Filomena Barata, um dos pilares basilares deste Grupo e sua mentora pediu-me que fizesse um comentário a propósito do primeiro aniversário da criação deste Grupo. Só hoje dicidi fazê-lo , por alguma disponibilidade de tempo e, também por sentir que já era altura de o fazer , pois que seria, não só uma indelicadeza para com tão gentil senhora e uma falta de solidariedade para com toda esta gente , para com todos esses nossos amigos aqui deste Grupo.
Neste cantinho que pequeno começou e timidamente ensaiou os primeiros passos, encontrei um pouco daquilo que me faltava.Fiz novas amizades, reencontrei amigos e colegas dos meus tempos de Escola, revivi os bons momentos que da memória estavam esquecidos, mas que permaneciam guardadas nas páginas já amarelecidas das minhas lembranças, aqui resgatadas e revividas com a companhia desses amigos de Grupo que tão agradavelmente sabem partilhar e comparticipar de forma amena e cordata.
Neste Grupo encontrei um pouco de tudo, encontrei a saudade, a alegria, a nostalgia.
Neste Grupo aprendi a sentir de forma virtual as sensações de verdadeira amizade, manifestadas com o carinho nas palavras simples aqui entre nós trocadas.
Aqui revi terras e espaços de Angola, revi espaços daquele belo e acolhedor Portugal. Revi e revivi simpatias das diferentes gentes dessas nossas amadas Pátrias.
Aqui revi-me nos escritos modestos que faço e aprendi a partilhar o que a vida me ensinou.
Teve este Grupo o condão de fazer ressurgir este sentimento de irmandade de Pátrias diferentes, mas de filhos comuns, filhos de Angola, filhos de Portugal, filhos que falam das duas Pátrias, sem outros sentimentos que não sejam aqueles que nos unem e nos fazem sentir que somos diferentes sim, nas nossas opiniões, mas somos unidos, no amor que dedicamos as terras que tanto amamos, as terras que nos viram nascer,as terras que nos acolheram.
Aqui neste espaço vibra-se com a intensidade do tropicalismo dos nossos sangues e com o fervor da “lusitaniadade”, numa simbiose perfeita que dá e cria neste espaço as sensações cujos testemunho são o acervo que este Grupo conseguiu então pouco tempo criar, nos campos da fotografia, literatura,história, culinária e nos hábitos e costumes dos nossos povos.Tudo isto tem sido feito com entrega total de todos aqueles que aqui participam e que de livre e espontanea vontade deixam nas páginas deste cantinho o seu testemunho.
Somos um Grupo de opinião, mas queremos mais, queremos de facto que os laços entre Angola e Portugal se estreitem mais ainda e sejam mais abrangentes em todos os domínios, com a excepção do POLITICO e sem as barreiras e as regras das institucinalidades, que de certa forma criam certas limitações,mas cujo respeito por dever de cidadania por certo ser-lhe-ás prestado.
Atingimos meus amigos um patamar em que já não pode haver retorno. Precisamos de todos voçês, das vossas participações, do vosso contributo.
Acredito e quero acreditar que tudo isso que nasceu de um sonho dos seus mentores caminha a passos largos para a grandiosidade que estas duas Pátrias atingiram no seio dos seus filhos.
Aqui aprendemos a criar, a criar amor com os olhos secos e sem a exigências de glória dos generais.
Aqui apredemos a criar o que aprendemos no lido e nos ditos da Ocidental praia lusitana, por mares nunca dantes navegados.
Aqui aprendemos a ser nós os angolanos de Portugal.
Aqui aprendemos a ser nós os portugueses de Angola.

Estamos Juntos.

Alto Dondo, 23 de Janeiro de 2012.

Álvaro Silva.


Responses

  1. Muito bem, Álvaro..gostei deste comentário, que sinto sincero e que define o teu carácter. um grande abraço.

    José Carlos Moutinho

  2. Neste fim de dia cinzento e melancólico, algures na Europa Central, a leitura dessas palavras tão belas tocou-me. Tocou-me porque descreviam o calor humano que liga não só os portugueses de Angola e os angolanos de Portugal, mas também angolanos de Angola e portugueses de Portugal; porque foram escritas com a clareza e a afirmação de quem tem África correndo-lhe no sangue… Porque são uma lição para todos nós. O grupo está de parabéns pelo ontem, pelo hoje e certamente pelo amanhã.


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