Publicado por: Filomena Barata | Novembro 17, 2011

Filomena Barata, A azinheira e o sobreiro. Ao Alento, ao Alentejo

Sobreiro (a caminho da Serra de Odemira). Fotografia de Filomena BarataA caminho de Odemira. Fotografia de Filomena Barata

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Ao Alento, ao Alentejo

Abraçaram-se um dia. Nunca mais se separaram.

A bolota, alimento fértil, engorda os porcos. A do Alentejo é considerada tão boa que de Espanha vêm cada vez mais suinos “pata negra” engordar-se com tal pitéu.
A cortiça climatiza casas, e serve para a construção, como vi em casas da Serra do Cercal totalmente edificadas dessa matéria-prima, enrolha os melhores vinhos do mundo … e ainda enriquece os grandes proprietários do Alentejo.

A azinheira ensombra, em dias quentes, criando “campo” para as refeições dos trabalhadores, para os “piqueniques” e para as refeições da Pascoela, quando as famílias assentam dias a comer os restos do borrego e cilarcas assadas na brasa.

Não tarda a Segunda-Feira de Pascoela, e, nas barragens, famílias inteiras vão arranjar o melhor lugar para passar o Dia.

Em Portugal, Vieira Natividade foi o grande estudioso de tais tratados da natureza.
Por sua vez, a mulher, Irene Natividade, heroicizou-os em sublimes tapeçarias, algumas das quais ainda se encontram expostas no Museu da Nazaré.
Alcobaça, por sua vez, homenageou-os aos dois.

Nunca me hei-de esquecer dos exemplares à entrada da Gruta do Escoural, lugar de segredos e de espera para os visitantes que aguardam a visita às gravuras pré-históricas.

Nem destas azinheiras que ficam atrás do que já foi o meu quintal.

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O montado, um ecossistema muito particular, criado pelo homem, é constituído por sobreiros , espécie protegida, pois subsistem apenas no Mediterrâneo, Argélia, Marrocos e sobretudo nas regiões a sul da Península Ibérica, designadamente no Alentejo.
EM Portugal, «país com a maior extensão de sobreiros do mundo (33% da área mundial), o montado é legalmente protegido, sendo proibido o seu abate e incentivada a exploração, transformando Portugal o principal exportador mundial de cortiça e no fabrico de rolhas» (Wikipédia).

Assim, aqui vos deixo este texto já há uns anos concebido, como homenagem a uma das árvores mais caracteísticas do Alentejo e ainda hoje fonte de riqueza daquele território (não esquecendo também o castanheiro de que ainda é rica a região de Marvão), elegendo o montado como uma das paisagens do Alentejo.


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