Publicado por: Filomena Barata | Agosto 31, 2011

Filomena Barata, o meu mar é o mesmo que o teu

Porto Amboim, Angola, 2010. Fotografia de Filomena Barata

porque não se pode falar do ponto onde nasce o mar
como se diz do rio que me abraça agora?
porque o mar não nasce, nem morre
mas escorre daqui até ali, dali até acolá,
galgando tudo até chegar a ti

porque não posso fazer do mar a minha casa
se afinal habita nele a minha lembrança?
a minha porta e a tua janela
a minha pele e o teu sorriso irrequieto
as cores de todos os peixes e dos navios que nele navegam

porque não posso dizer ao Atlântico que me leve agora?
se moro aqui, quando na noite tu percorres ruas de um Sul tão distante
porque sei que foi neste mar,
neste lugar de todos,
que tudo começou entre nós
e ele nos banhará por todo o sempre.

A todos vós, pedindo desculpa de não ser poetisa, um abraço do tamanho do Atlântico.

O meu mar em portugal. Fotografia Filomena Barata. Agosto 2011.


Responses

  1. Olá Filomena,
    Boa Noite,que escreve assim…o meu amar é o teu e o meu…é poetisa!

    que bom e maravilhoso,sinto-me em casa,
    Muito obrigada por este momento maravilhoso,estou feliz!

    Bjossssssssssssssssssssssssssssssssss,Mil.
    Dalita Bagarrão.


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