Publicado por: Filomena Barata | Julho 26, 2011

Alípio Mendes, As minhas histórias de Angola

 

AS MINHAS HISTÓRIAS DE ANGOLA 2

O KAMIKAZE

 Hoje ao viajar para o Kuanza Norte, ao atravessar Viana vi mais uma coisa digna de loucos, um rapaz desafiava o transito, no meio da estrada, com um movimento maluco, andava entre uma berma e outra da estrada a dançar, com de um toureiro se tratasse, a fazer todo o tipo de piruetas para se afastar dos carros, não sei se chegou ao fim do dia com as peças todas do corpo……

Alipio Mendes adicionou fotos ao álbum Picadas K. Norte.

 

O ROUBO

Um amigo, apanhou hoje o maior susto de sempre, quando abriu a porta do carro reparou que não tinha nada dentro, mas não falo de coisas pessoais, o carro não tinha qualquer componente, desde bancos, a forras, a botões dos vidros, manetes, tudo, tudo foi retirado ao pormenor sem estrago para que pudesse ser aplicado noutra viatura, foi feito de tal forma que os botões e outros acessórios não foram arrancados mas sim desapertados, desligados das fichas sem arrancar um único fio, coisa de autêntico profissional. Os larápios partiram um vidro, destrancaram uma porta e foi só desmontar peças, inacreditável. Mais incrível ainda, é que foi no centro de Luanda, junto a uma dependência bancária bem “guardada” onde ninguém deu conta, ou os seguranças receberam algum para vigiar, mas a favor dos ladrões.

CABELO

Nenhuma Angolana usa cabelo próprio, usam cabelo postiço, mas não são perucas, o cabelo é vendido nas ruas aos montinhos e aplicado, ainda não descobri como, no couro cabeludo. Há cabelo desde 6 000kza a 1000Usd

 UM ANO DEPOIS

 Muita coisa mudou desde 14 de Maio de 2009 até hoje, os prédios, a obra, eu………

O homem da Arca, esse vive no mesmo local……………………….

E velho Imbondeiro continua ali firme.

ZANGO

 Zango 1,2,3 e 4 “pequena” cidade que está a ser erguida ás portas de Luanda para albergar as pessoas que vão sendo retiradas do Centro de Luanda e outros locais que não podem ter “gente desta” a morar lá, da Ilha do Cabo, da Praia do Bispo e de outros locais que se tornarão brevemente locais turísticos, as pessoas vão saindo e realojados nos ZANGOS.

Casas em alvenaria e telhados de chapa lacada……………….

Mas há outras assim………………tendas de campanha

Aqueles que trabalham e tem acesso ao crédito podem sempre adquirir na mesma zona apartamentos feitos completamente em estrutura metálica, edifícios com uma construção chinesa espectacular.

Mas no fundo o Zango é uma recta de 40 km entre Viana e o Rio Kuanza, com baterias de casas ou tendas de ambos os lados da estrada, com Postos de Policia, Escolas Bancos, Zonas Industriais e Estaleiros das grandes Empresas Estrangeiras onde são realojadas pessoas.Mas Luanda está com 5 000 000 dos 18 000 000 habitantes que tem Angola, não é possível suportar mais gente, não será a melhor habitação possível, mas se tivermos em conta as condições em que as maiorias destas pessoas viviam, mudam para situações consideravelmente melhores.

 HOSPITAL DO CAXITO

 Visitei o Hospital do Caxito em trabalho, para verificar as necessidades, a fim de propormos a edificação de um hospital com contornos Europeus.

É ainda chocante verificar as condições em que se encontram os doentes e as dificuldades que têm os profissionais para tratar estas pessoas.

Não sei se era hora de visita mas todos os doentes estavam rodeados de gente (tipo ciganos) , montes de pessoas na rua ,faziam comida para eles e para os doentes e eram eles que estavam a tratar das pessoas acamadas ,fazendo as camas  etc.

O hospital não tem esgotos, nem água e a luz falta com frequência, o lixo hospitalar é tratado conjuntamente com o lixo doméstico, o lixo está amontoado nas ruas dias seguidos, no entanto, segundo o médico que nos acompanhou na visita, são tratadas todas as patologias, têm consultas externas, maternidade, RX, Laboratório, Farmácia, Posto Médico e morgue, duas câmaras com 3 gavetas cada…….por vezes é necessário juntar mais de um corpo em cada…….

Afastado dos blocos normais havia tendas de campanha para as pessoas com cólera, sem o mínimo de condições.

 ÓBITO

 Já o ano passado tinha verificado embora de longe um óbito, mas esta semana mesmo em frente ao Escritório morreu uma pessoa.

Morreu na sexta-feira e foi enterrado na Quarta.

Entretanto os familiares fecharam a rua, montaram uns toldos, colocaram uma fila enorme de mesas e fizeram montes de comida e desde o dia da morte até ao dia do funeral foram chegando familiares de todo o lado e foram abancando, dormiam onde dava jeito, carros, sentados, no chão etc.

No dia do funeral a rua estava apinhada, quase não dava para entrar para o escritório pois as portas estavam tapadas com cadeiras, havia dezenas de pessoas. Desta vez não ouvi choros, leia-se gritos, talvez porque o defunto não estava em casa, mas na morgue e de lá saiu para o cemitério.

A cozinha………….

Toda a comida foi feita aqui……

ESTRADA VIANA/LUANDA

A estrada entre Viana e Luanda ao fim da tarde é cada vez mais uma mistura de carrinhos de choque e comboio fantasma mas com trinta kilómetros de cumprimento.

Carrinhos de choque, porque temos de ter o máximo cuidado para não bater nos carros que vão ao nosso lado, pois as filas são tão apertadas que qualquer gesto por mais pequeno que seja no volante pode dar que os espelhos se toquem, podem aparecer carros e motas em todas as direcções, de lado, atravessadas na via e mesmo de frente.

E comboio fantasma porque em qualquer altura podem atravessar a estrada montes de pessoas que temos de contornar para não serem molestadas, é o efeito surpresa……….

Nem um segundo podemos tirar os olhos da estrada e dos espelhos, o simples gesto de acender ou apagar um cigarro

pode ser nefasto para alguém ou então só pararmos em cima de outro carro.

Estas são de dia……………………………………

VISITA À NOSSA SENHORA DA MUXIMA

 Saída de Luanda via Catete (Estrada para Norte), passagem por Cabala onde atravessamos o Rio Kuanza numa ponte Militar, a futura ponte está em fase de acabamento

Entre Cabala e a Vila da Muxima vemos paisagens espectaculares contrastando o cinzento dos milhares de Embondeiros e o Verde do Delta do majestoso Rio Kuanza.

São cerca de 90 km em autêntica picada, pois a estrada encontra-se em execução.

Entrada na Vila da Muxima, com uma vista grandiosa para o Delta do Rio Kuanza

O Santuário da Nossa Senhora da Muxima ou da Nossa Senhora da Conceição, Muxima que quer dizer Coração em Kimbundo.

 A Fé do Povo Angolano é muito grande, no Santuário não entra ninguém calçado.

No alto do Santuário o Antigo forte da Muxima.

Segundo a História, o Forte foi edificado pelos Portugueses, mais tarde convertido em Presídio e entreposto de mercadorias e escravos que aguardavam transporte para o Continente Americano.

Saímos da Vila da Muxima em direcção a Luanda mas desta vez fomos para Sul, para a estrada que liga Luanda ao Lobito.

São 125 km novamente em Picada até entrarmos na estrada principal perto de Sangano.

Praia de Sangano, mais um local paradisíaco, com águas limpas e quentes onde se pode passar tempos maravilhosos e comer a saborosa lagosta.

 OS MUSSEQUES DE LUANDA

 Não tinha palavras suficientes para descrever os “Musseques”, assim pesquisei algumas coisas que pudessem “mostrar” a vida das pessoas que há data de hoje “vivem” nestes bairros, o texto que se segue é de um blogue de Anabela Quelhas.

“A palavra musseque tem origem no kimbundo (mu seke) e significa areia vermelha. A um dado momento, musseque, passa a designar os grupos de palhotas, que se adensam no alto das barrocas e que por semelhança à SEKE (vermelho ocre) toma o nome do material (areia) sobre o qual se implantam. O seu desenvolvimento está intimamente ligado ao da cidade propriamente dita.

– A este – localizam-se os musseque mais antigos, Sambizanga, Mota, Lixeira, Marçal, Rangel (o mais populoso), Adriano Moreira e Cazenga (o mais extenso).

– A sul – Calemba, Cemitério Novo e Golfe.

– A sudoeste – Catambor e Prenda, este último “premiado” com um arranha-céus de betão.

No meio da cidade nova e completamente engolido pelas novas avenidas, e respectivas construções, localiza-se o pequeno B.O. (bairro operário).

O aspecto construtivo diferenciado surge de acordo com a origem dos seus habitantes, a sua ocupação e o grau de adaptação à cidade; existe sempre um traço comum – a organização do espaço.

O musseque é fechado sobre si mesmo, num entrelaçado complexo e orgânico de ruelas, “pracetas” e corredores. As ruas são estreitas, verdadeiros corredores ou espaços de passagem, com a largura de um homem, desconhecendo qualquer tipo de planeamento, respondendo apenas à possibilidade de acesso pedonal aos espaços mais recônditos do coração do musseque, ocupando apenas os pequenos espaços sobrantes entre cada construção. Estes corredores são delimitados pelas próprias construções e por vedações, sustentadas por estacas, e fechadas com diversos materiais recuperados nos lixos e abandonados nas obras (lata e desperdícios), fazendo lembrar verdadeiras paliçadas, interrompidas por janelas e portas com as mesmas características.

A configuração caótica e fechada, favoreceu, a formação da personalidade e da identidade nacional no seio do povo, o desenvolvimento da resistência ao colonialismo e a construção de um espírito revolucionário, que tanto inspirou poetas, contadores de histórias e cantores populares.

A população actual de Luanda é de 4,5 milhões de habitantes, perto dos 5 milhões – 8 vezes mais que em 1974 – provocando a exaustão da cidade, com ¾ da população a viver em musseque.

Ao longo de três décadas, os Musseques deixam de ser bolsas da malha urbana Luandense, passando a grandes manchas disformes, ao redor do núcleo urbano, que foram crescendo desordenadamente, sem qualquer controle, ignorando qualquer determinação urbanística (não existe uma política de desenvolvimento urbano), absorvendo cada vez mais pessoas, e sem condições de salubridade.

As casas, ou se preferirem, os espaços precários destinados à função de habitar, são construídas em adobe, com frágeis fundações, outras, não passam de barracas ou refúgios improvisados; concentram-se junto das estradas, desadaptadas à morfologia dos terrenos de suporte, não resistindo por vezes às enxurradas da época das chuvas torrenciais e com esgotos a céu a aberto.

A inexistência de Infra estruturas, redes de abastecimento de água, electricidade, recolha de esgotos, águas pluviais e de lixos, é uma constante ameaça à saúde pública – malária, tuberculose, cólera, hepatite, mortalidade infantil elevada, etc. – empurrando esta gente, esquecida e amontoada ao longo dos anos, para níveis de extrema pobreza.”

O revestimento dos taludes é o lixo que é depositado pelos Moradores. As pessoas sobem por eles para ir para as suas casas e as crianças brincam por ali e tomam banho nos lagos deixados pelas chuvas………………….

Aterro Sanitário?

 

   

 

 

 A piscina do “Condomínio”…………………………..                

 

                                  

Este é um musseque Vertical, é um “prédio” sem grades nas varandas onde brincam crianças e algumas tem caído cá em baixo, fica mesmo no Centro de Luanda, no Kinaxixi, perto do Hotel Trópico. (Prédio Lagoa)

 Ao cimo desta Avenida………………….(começou a ser despejado a 15-01-11)

AS MINHAS HISTÓRIAS DE ANGOLA 2 (14-05-2010 a 14-05 2011)O LÚCIOO Lúcio é um desses miúdos……mas um miúdo espectacular, que vai da cidade para a praia sozinho, diz que tem quinze anos, embora pareça que tem dez, e que é o mais velho de cinco irmãos, andava na praia de fato e meias até ao joelho que vestiu depois de se limpar á camisa… que também vestiu. Ficou curioso com o braço do meu colega, que só tem metade do braço esquerdo, “como é que isso aconteceu?” perguntou, e ele disse que se tinha portado mal em pequeno e cortaram, ele levantou o braço como a empunhar uma faca, deixou cair e disse “assim???” e arrepiou-se todo. Então pegou no braço e com as mãos postas disse “cresce braço, cresce não fiques assim!” e não mais nos largou,A TEMPESTADE E O TRÂNSITOLuanda hoje (17-11-10) é um caos, choveu como nunca tinha visto toda a manha, a cidade parece um mar de água e lama, é impossível transitar no interior dos Musseques, pelo que todas as viaturas circulam nas ruas principais, a cidade está completamente parada, imensos acidentes, desabamentos e como quase sempre que chove com mais intensidade, as “casas “ ficam inundadas e há sempre mortes, ou porque são levadas pela corrente as casas que são construídas nas valas de drenagem ou porque são electrocutadas devido às péssimas condições das instalações eléctricas.
Saí de casa às 14 horas para ir para o escritório, cheguei a casa às 21 horas e não consegui lá chegar, estive parado, mas parado, sem andar nem um metro cerca de 4 horas, depois foi arranjar maneira de voltar para casa 7 horas depois de ter saído sem ter conseguido ir trabalhar.A RUA DA LAMA

A rua da lama é uma rua que fica no Cazenga, que é apenas o maior Município de Angola, esta rua, bem com as suas casas foi construída numa linha de água, na época das chuvas fica tudo com mais de 1,00m de altura, não é possível transitar na rua e mesmo após deixar de chover a água não desaparece e a rua vira lagoa.
Deu na Televisão uma reportagem sobre a maneira como estas pessoas vivem e disseram que 50 famílias tinham sido realojadas, no Jango está claro, mas faltam cerca de 400. Parte destas famílias não querem sair mesmo vivendo nestas condições, porque a casa para onde vão não dá para a extensa família e porque aqui tem quintal e pelos vistos piscina também.
Uma das pessoas entrevistada, disse como viviam com estas condições:

-Para comer e dormir colocamos blocos uns em cima dos outros e colocamos as mesas e as camas por cima, ficamos com a cabeça a bater na chapa do teto e não nos podemos mexer muito para os blocos não saírem do sítio.

-Mas tem crianças, como fazem?

-Temos de ter cuidado para elas de noite não mexerem muito, caírem e morrerem afogadas.

Alipio Mendes

AS MINHAS HISTÓRIAS DE ANGOLA 2 (14-05-2010 a 14-05 2011)VIAGEM LUANDA – MENONGUE – LUANDAMenongue capital do Kuando-Kubango a 1050Km para Sul de Luanda e 12 horas de distância.

…Um colega meu estava lá há 3 dias sem avião de regresso, os aviões para lá e de lá são anulados sem qualquer tipo de justificação, não há, não há e acabou.
Saí às 11 horas de Luanda e cheguei às 22horas, até ao Huambo a 6horas de caminho ainda é de dia, depois são 4 horas num escuro total onde apenas se vê as linhas da estrada, quando as há.
Pelo caminho e num escuro total por sorte não esbarrei com uma manada de vacas que estavam na estrada, sorte elas terem deixado um “ buraquinho” por onde me meti.
Claro que não podia fazer tantos quilómetros sem a polícia me mandar parar e lá para baixo não há como não ver bem se eles mandam parar ou não, pois pára toda a gente, eles tem a estrada cortada com cones e tiram sempre que passa um carro, olham, se gostam não pedem os documentos, senão mandam parar.
Na primeira paragem depois de mostrar os documentos o agente com a carta na mão disse que não era aquela carta que queria, mas tens aí duas cartas, a Portuguesa e a Internacional que carta queres, aquela que tem duas caras, desculpa? E fazendo com as mãos a figura de um rectângulo disse, aquela assim com duas caras, claro que já tinha percebido que era uma nota que ele queria.
Mas é uma viagem bonita, tem paisagens muito bonitas e bem diferentes de Luanda com temperaturas bem mais frias, até Huambo vêem-se muitas montanhas com formas interessantes, Huambo é uma cidade muita bonita e limpa.
Menongue é uma cidade fantasma no meio do nada, as luzes que vi quando cheguei foram as luzes dos estaleiros, só há energia das 17h30 às 5h30,o que quer dizer que uma pessoa tem de se levantar cedo ou ligar o gerador, só tem dois restaurantes, num come-se bitoque, noutro “composto” que é a mesma coisa mas com arroz.
Saímos às 8h para chegarmos a Luanda às 18h, vi muitas senhoras de joelhos na berma da estrada, percebi depois que estavam a lavar a roupa, molhavam a roupa nas poças de água e depois metiam no betuminoso e com um pau esfregavam para lavar.
OS PEDINTESHá em Luanda centenas de pessoas que sobrevivem pedindo nas ruas , a maioria delas são pessoas com deficiências físicas, vemos todo o tipo de deficientes, cegos que são levados pela mão por filhos menores até aos carros, coxos, pessoas que andam de “gatas” arrastados pelo chão, pessoas sem as duas mãos, etc…….. mas há uma que não resisto em não dar nada sempre que me bate no vidro, é uma senhora relativamente nova ,sem uma perna , que com as muletas e um bebé de meses ás costas se a “arrasta” entre os carros.VIAGEM À JAMBA MINEIRA

Passados que são dois anos em Angola, tive a sorte de fazer uma viagem/trabalho à Jamba Mineira.
Zona no meio do “mato”, onde não existe nada além de pequenas aldeias sem nada, mesmo nada, não há um sítio onde se possa comprar seja o que for, pelo que temos de levar tudo para o que der e vier.
Fomos ver os trilhos para a execução de uma estrada entre a Jamba e Tchamutete, para servir de escoamento às duas minas que existem nestas vilas, mas paradas desde a época colonial.
Fomos de avião para o Lubango e daí de jipe para a Jamba, passando pela Matala onde existe uma barragem enorme do tempo colonial mas sem produção de energia neste momento. Ficámos a primeira noite na Jamba e partimos de madrugada para Tchamutete tentado descobrir no meio do mato os trilhos para a futura estrada. Antes de sairmos fomos avisados para não sair dos trilhos, pois há ainda muitos campos minados, pelo caminho fomos atravessando rios e zonas alagadas e passando por aldeias com gentes simpáticas que nos acenava com sorrisos e espanto por verem de repente dois jipes aparecem por ali.
Passados alguns minutos de chegar a Tchamutete e quando procurávamos no “mercado”alguma coisa para comer apareceu um carro conduzido pelo chefe da polícia e o administrador local admirado com a nossa presença e a perguntar se estávamos perdidos, não é todos os dias que aparece no fim do mundo dois carros com seis pessoas.
Depois de chegarmos ao fim da linha voltamos pelo mesmo caminho chegando à Jamba pelas 17horas, era nossa ideia pernoitar mais uma noite ali e voltar de manhã para o Lubango, mas dicidiu-se regressar nesse dia e dormir no Lubango num local em condições. Chegámos ao Lubango onde ficámos no Hotel da Chela e jantámos num local formidável, “O kimbo do soba”, um lugar espectacular onde se come muito bem. O dono, um português com mais de quarenta anos de Angola, possui ranchos de onde sai a carne que serve no Restaurante, tem também alojamentos em casas individuais com um quarto e wc , sitio fantástico onde se podem passar uns dias óptimos.
Mais uma região bela deste lindo país que é urgente dar a conhecer ao mundo.


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