Publicado por: Filomena Barata | Julho 18, 2011

Filomena Barata, a propósito do poema «Deserto de ti» de Maria Clara Santos

Hoje
Tenho saudades de tudo
Até do silêncio
Com que te sonhava perdido
No meio do mar
Sinto ainda nas mãos
O fomigueiro
Das noites que te inventei
Entre o denso cacimbo
Ou as calemas de Porto Amboim
Quem sabe entre as margias
Que no Alentejo conheci
Mas hoje estou aqui
Distante e ausente…
porque sei
que nem entre mil palavras
te fazia conhecer
o que sinto ou senti.

Arrasto-me apenas
entre os meus benignos fantasmas
que sei me sossegarão.

Quem sabe um dia
to consiga finalmente segredar.

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