Publicado por: Filomena Barata | Julho 11, 2011

Luísa Monteiro, Moçamedes

Fotografia gentilmente cedida por Luísa Monteiro. A sua mãe.

Fotos de Angola em Portugal; Portugal em Angola
De Luisa Monteiro · 68 de 1.215
Porque mexi nesta foto, onde a minha adorada mãe se ri agarrada ao carro avariado, numa estrada a caminho de Moçâmedes, lembrei-me de trazer aqui um apontamento de um álbum fotográfico de 1888.
Ali pode ler-se:
O Estabelecimento de Mossmedes serviu primeiro de presídio para degredados mas, foram espalhadas notícias acerca da fertilidade dos terrenos nas margens do rio Béro o que suscitou ao Governo a ideia de colonização por gente livre, naqueles espaços.

Muitos portugueses lutavam com grandes dificuldades, no Brasil, com o clima, perseguições e miséria. Assim, o governo português ofereceu-lhes transporte e recursos para se estabelecerem em Moçâmedes. A expedição foi organizada por Bernardino Freire de Figueiredo Alves e Castro, largando de Pernambuco, em Maio, a bordo da barca “Tentativa Feliz” e do brigue Douro, tendo chegado a Mossamedes a 4 de Agosto de 1849. Porém, as terras por falta de chuva, pouco produziam, tendo alguns ido embora. Os poucos que ficaram dedicaram-se à pesca mas, por falta de aparelhos, a pesca não rendia.
No ano seguinte, a 21 de Novembro, nova colónia aportou a Mossamedes, no brigue Douro e na barca Bracarense; o transporte desses colonos foi pago com uma subscrição. Era chefe da colónia José Joaquim da Costa.
Não foram mais felizes que os primeiros e, por negligência ou má vontade, o governo cessou com o pouco auxílio que lhes prestava, abandonando-os à sua triste sorte.
E o autor do livro/álbum diz que Moçâmedes (na altura- 1888) tinha um clima agradável e ameno e era procurado por quem desejava curar-se de anemias e febres. Que as casas eram térreas e pequenas, com quintais e jardins e água de cacimbo (poço). A água dos cacimbos era salobra mas a das Hortas (localidade cheia de vegetação) era potável. Havia, ainda, um poço público, com um motor movido a vento, oferecido à Câmara pelo negociante F.J. Sousa

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