Publicado por: Filomena Barata | Junho 24, 2011

Luísa Monteiro, Angola e os Censos de 1940

Publicado no Facebook por Luisa Monteiro

Voltando a falar dos Censos de 1940, os primeiros feitos em Angola, indicavam estes que:
Dos 23.252 brancos, naturais da Metrópole, a maior parte, 4.517, era da Beira Alta; 3.371 da Beira Litoral; 2.950 de Trás-os-Montes e Alto Douro; 2.789 do Douro Litoral; 1.327 do Minho e 1.109 da Beira Baixa. Os restantes vinham de outros locais do País e não chegavam ao milhar.
Norton de Matos dizia ficar espantado com o facto de 952 colonos dizerem não saber de onde vinham ou, talvez, não o quisessem revelar.
No mesmo censo era referido que o número de mestiços era de 28.035, muito embora, dizia Norton de Matos, o número não era fiável já que muitos se recenseavam com brancos ou negros o que para o estadista era um problema a resolver pois, achava ele, que “… essa designação deveria desaparecer a fim de serem atenuados os preconceitos de raça, de sangue e de origem, que, nos últimos tempos tanto e de tão inconveniente maneira, se tem manifestado e tão contrários são ao nosso modo de ser de povo colonizador e cristão”.
Com estas palavras fico a pensar como é que este homem cria um decreto a proibir o casamento de brancos com negros. Ando a procurar essa lei e não a encontro em lado algum, pelo contrário, tudo o que leio dele vais em sentido contrário. Porém, tudo é possível em política: o que hoje é bom, amanhã não presta.

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