Publicado por: Filomena Barata | Maio 26, 2011

A propósito do Dia de África, Filomena Barata

Porto Amboim, Fotografia de Filomena Barata

Filomena Barata
Porque hoje foi dia de África e também do meu país queria deixar aqui uma nota, pois a História ensina-nos o que, por vezes, fruto das nossas mágoas, dificuldades e apreensões quase esquecemos: que não se constrói um país em dois dias, em dois anos, nem em vinte.
Vejamos, Portugal, este meu extraodinário segundo país, desde a data da sua fundação, em 1143, até à delimitação definitiva das suas fronteiras, esquecidas as questões ainda por solver com Olivença, demorou até ao século XIII.
É óbvio que hoje o tempo é mais veloz em tudo e, como tal, queremos, tantas vezes, ver resolvidos todos os problemas mais depressa. Estamos no tempo em que podemos aqui manifestar, quase em simultâneo, em nossas opiniões.
Mas não com essa facilidade nem cerelidade que se constríem Nações!
Não quero com isto justificar erros, nem prepotências, nem que aos antigos poderes se substituam outros de igual dominação ou ainda maior.
Quero apenas fazer sentir que não há Nações que não tenham tido avanços e recuos, guerra e paz, vida e morte, abundância e fome.
Quero lembrar que tal como foram duras as guerras de Cristãos contra o Islão que fizeram com que Alcácer do Sal, em Portugal, fosse tomada pelas duas forças por várias vezes, com toda a violência que isso implicou, pois estiveram as armas lado a lado com a morte, durante quase dois séculos, não se pode exigir que novos países como Angola sejam verdadeiramente perfeitos em décadas.
Dirão amigos, aceitas com isso que, entretanto, se formem “castas” de poder ou de riqueza que tudo e todos possam dominar? Direi, NÃO.
Mas também sei perguntar, não foras delas feitas, nem que seja temporariamente todas as Nações em que um poder apenas substitui o outro, até que finalmente se constiuísse um verdadeiro País?
Este texto que hoje escrevo é, mais do que um testemunho escrito em nome do Grupo, pois é um desabafo pessoal.
Demos pois tempo ao meu país africano para que cresça com os seus erros e as suas virtudes, acarinhando-o e não o derrotando neste enorme esforço de crescer e de poder viver em PAZ!
Bem haja a todos os meus queridos amigos e companheiros desta ponte virtual entre Angola e Portugal.
Aprendamos todos os dias como tentar fazer nos nossos dois países o melhor! Agradeço-vos tanto todos os dias. bem hajam.

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