Publicado por: Filomena Barata | Maio 9, 2011

Nguimba Ngola, in «Lá fora os cães».

 
Nguimba Ngola

Ela levou-me até o leito do rio que entoava melodias de paz e justiça. Uma vez li no livro antigo, e tua paz será como as ondas do mar e tua justiça como as de um rio. Estava ali o rio sorridente. Em acrobático gesto ela atirou-se ao rio, ressurgiu qual sereia de amor. O corpo dela, um artístico desenho pintado por um génio da arte, era um pedaço de fogo. As coloridas chamas aqueciam-me e dos acesos lábios dela, a fala suave e sedutora:

– Vem que meus caminhos estãos abrasadores. Vem em paz sentir os deleites da carne.

– O pecado da tia Joia. Sussurrei.

O mastro em mim transformou-se em longo canal de fogo. Enrolamo-nos um no outro. A Nefinha trouxe-me para o mundo dela, um paraíso de mistérios. Desfizemo-nos dos abraços com sorrisos envergonhados e, seguimos suados na contra-mão do rio no curso do prazer.

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