Publicado por: Filomena Barata | Maio 1, 2011

Poema, Álvaro Silva

Miradouro da Lua, fotografia PP

Alvaro Silva

«E agora deixo-vos aqui uma poesia escrita também num longinquo ano de 1981. E, como diz o povo, uma desgraça nunca vem só, aqui retrato os males que causam os desenlaçes amorosos e eu, como ser humano que sou, não poderia sair incólume dessa agridoce experiência. Sei que, para muitos de nós, tudo isso não passa de assuntos fúteis desprovidos de qualquer utilidade… Podem até ter alguma razão e tê-la-ão de sobra quando o crescimento do Grupo justificar maior rigor nas matérias apresentadas, mas como “dicen nuestros hermanos mientras no vienen todo vale.”
Não poderia deixar de referir que são versos soltos em total desobediências ao critérios mais elementares das regras de versificação.

Por amar
Fui “criança”
Por muito amar
Caí em descrença

Fui humilhado
Fui vexado

Meu nome
correu a boca do mundo
Meu sonho
Morreu no imundo

Minha alma
Clamou compreensão
Meu peito
Arcou desilusão

Esperançado
Busquei reconciliação
Mas ferido
Saiu meu coração.

Na orgia
Busquei esquecimento
Para expungir
Dor e sofrimento

Não mais brilharam
Estrelas no céu
Não mais
Esperança alguma cresceu
Grande foi o desamor
Que nem suplicante clamor
O orgulho de mulher venceu».

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