Publicado por: Filomena Barata | Março 11, 2011

Embondeiro, Eduardo Brazão

embondeiro, Fotografia de Filomena Barat, 2010

Publicado no Facebook por Manuela Freitas

POESIA – EMBONDEIRO – EDUARDO BRAZÃO-FILHO Sep 6, ’07 7:23 PM
for everyone
EMBONDEIRO

Ali, só, fantasma insaciado,
eremita de pélagos distantes
ei-lo, gigante a procriar gigantes,
ei-lo apóstolo e dragão
das noites tenebrosas, agoirentes,
das noites pardacentas do sertão.

ali os vejo e… oh sensações estranhas,
secretas emoções,
fazem-me crer pedaços de montanhas

deixando interjeições!
Olimpico titã de ousadas fantasias,
vagabundo faminto, sobrio, só,

erguendo os braços rudes e mirrados
em caminhos de pó,
lembram-me mais o grito de aflição
desta África adiada:
a fome a caminhar pelo sertão,
a trágica visão à beira-estrada!

Autor: Eduardo Brazão-Filho

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