Publicado por: Filomena Barata | Março 8, 2011

Maria Filomena Barata, a mulher da minha vida: Maria Helena Barata

A ela que não teve medo de ser MULHER e de acreditar que o Amor quer dizer crescer e não prender com amarras.
Que cruzou o Atlântico várias vezes, tendo iguais vezes recomeçado a partir do nada, melhor do TUDO que sem nada sabia fazer! Nunca a vi alimentar rancores nem mágoas, porque acreditava que a vida tudo refaz.
Não sei se amou mais Lisboa, a sua terra natal, de onde partiu aos dezassete anos, ou Angola onde viveu até meio da idade.
Sei que com ela aprendi deste menina que havia ruas de uma cidade capital que era abraçada pelo Tejo, esse rio que é tanto meu como o Kuanza da minha infância.
Através dela quero abraçar todas as Mulhes que não têm medo de o ser.

Se, de facto, as estrelinhas que há no Céu são os que partiram com a alma em paz, sei que brilharás como nenhuma.
Para mim és aquela a que chamam estrela, mas não o é: Vénus, a estrela da manhã. A primeira que se vê e a última a deixar de se poder observar

Nome: Maria Helena Antunes dos Santos Albarran Barata (a bela Helena de Tróia, mais conhecida por “linda”, porque toda a vida assim lhe chamou o meu pai, o seu homem de toda a vida).
31 de Dezembro 1935 -10 de Janeiro 2005 (para connosco ainda passar o Natal e o seu dia de anos)

Toda a vida trabalhou e cresceu
Toda a vida conduziu descalça em dias de calor
Toda a vida amou
Toda a vida gostou de viver
Toda a vida tomou chá, tantas vezes gelado, sentando-se nos degraus da casa que foi a da minha infância
Toda a vida soube festejar
Toda a vida teve tempo para os seus.

Sempre lhe vi um livro na mão.
Com ela teve até ao último dia o «Cavaleiro da Dinamarca» de Sophia de Mello Breyner Andersen, que quis ler e ouvir até que os olhos quase lhe fecharem.
Era apenas para ela uma viagem que sabia que tinha que empreender!
Hoje eu ter-lhe-ia também juntado «A Casa dos Espíritos» e um livro de poemas de Florbela Espanca que me tinhe emprestado.

Que saudades eu tenho de um café no Nicola, em dias de chuva, nostálgica que sempre foi da sua Lisboa, e de a ver meditar serena junto ao mar de Odeceixe, em posição de yoga e sorvendo o Sol.

Venha hoje a tua Força para me acompanhar.
Porque eu às minhas histórias vou voltar, sem medo de fantasmas, porque sei bem que por aqui estás perto para me serenar!

Fazendo uma ponte imaginária entre os dois mundos que me ensinaste a amar.

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