Publicado por: Filomena Barata | Março 8, 2011

Dança / Músicas do Carnaval de Angola

Publicado por Olga Sofia Beirão no Facebook
Fonte: Comissão Provincial Preparatória do Carnaval de Luanda – Ministério da Cultura
Dança / Músicas do Nosso Carnaval

A DIZANDA:
Marcha acelerada, rodopiada e seguida de reflexões ligeiras. Os tocadores utilizam também os mesmos instrumentos que no semba, bem como outros julgados necessários como a Mpuita. Os bailarinos trajam-se de saias de varinas fixas por uma grande roda, vincada por um arco, blusas ornamentadas e chapéus ou lenços na cabeça, utilizando ainda uma palmatória espelhada na mão direita.

O SEMBA:
Sapateado de cadencia rítmica ligeiramente acelerada. Os tocadores utilizam como instrumentos a Ngoma/ tambor feito de lata de óleo de 20 litros com peles dos dois lados, que marcam a cadencia e com algumas variações. Utilizam também caixas feitas, normalmente, de caçarolas esmaltadas, com pele de dois lados e tocadas com baquetas. Os bailarinos trajam-se com saias de varina, blusas e lenços ou chapéus na cabeça, utilizando também um balaio com frutas na cabeça e/ ou uma palmatória na mão direita.

A CABETULA:
Gingação bastante rápida, seguido de alguns saltos acrobáticos. Os tocadores utilizam como instrumentos a Ngoma e o Mukindo (bambú) cadenciado sobre uma prancha de madeira. Os bailarinos apresentam-se vestidos de camisolas interior, saias feitas de lenço de cabeça em formato triangular, amarrando um lenço na cabeça e outro no pulso e, utilizando também um apito para marcação da cadência rítmica.

A KAZUKUTA:
Sapateado lento, seguido de varias oscilações corporais firmando-se o bailarino ora de calcanhar, ora duma ponta dos pés, apoiando-se sobre uma bengala ou guarda-chuva. Os tocadores utilizam como instrumentos cornetas para cadência rítmica e outros objectos julgados necessários tais como garrafas, arcos de barril, dikanza para o acompanhamento em variações. Os bailarinos trajam-se de calças listadas e casacas ornamentadas com adornos representando alguns postos de exército, cobrindo o rosto com uma máscara quando necessário.

A CIDRÁLIA:
Esta dança é de marcha lenta seguida de requebros. Os tocadores também utilizam ngoma e dibabelu como no semba e um clarim para variações rítmicas. Quanto as bailarinas, os trajes são também idênticos aos da varina fazendo-se ainda representar por indivíduos mascarados de índios (gentios) com chapéus de grande plumagem, ostentando um escudo de chapa na mão esquerda e uma lança na mão direita, guizos nos tornozelos, missangas ao pescoço em posição cruzada e com corpo totalmente sarapintado, desempenhando o papel de guarda do “rei”, “rainha”, “príncipe” e “princesa” que formam a corte do grupo.
Esta dança de elite que agrupava no seu seio funcionários das artes gráficas entre outros, faz lembrar a cidrália da ingombota que tinha a sua sede ali na rua Da Pedreira com o Teófilo José da Costa, vulgo cú de palha, como dirigente do grupo e que foi um dos maiores cronistas do nosso Carnaval no celebérrimo jornal “Tribuna dos Musseques” escrevendo a rubrica “vamos reacender a chama do nosso Carnaval”, o Santana e a sua corneta, o Chico Octávio, a famosa Mamã Lala que muitos artistas cantam, o que muito nos orgulha e tantos outros.
De lembrar também o talento do grande Silvestre Esteves que no seu estilo calmo manhoso, matreiro como o raposo e todo gingão representava a lendária figura de zorro.
Alguns grupos do estilo Cidrália existiram no período colonial e memo após a nossa independência foram surgindo vários grupos como é o caso da Cidrália de Caxito que simbolizava o “Jacaré Bangão” a dirigir-se ao posto administrativo do Xamavo para pagar imposto que o colono impunha àquela população, os feijoeiros do Ngola Kimbanda formado e conduzido pelo grande conservador da nossa cultura, o malogrado “Mestre” Geraldo que meritoriamente chegou a ser membro do Concelho da Republica de Angola.

Nota: O nosso país está a passar por um momento de evidência na imprensa mundial, por vários acontecimentos que tem se notado. Devemos vender melhor a imagem de nosso país, como tendo um povo alegre e de belezas naturais.
Angola está a alcançar uma maturidade e níveis de desenvolvimento que precisam de ser mostrados a todo o Mundo.
Pretendemos que o Carnaval de Luanda seja mais um grande divulgador da nossa bela nação. Percebemos também na festa de Carnaval, um excelente momento do Governo de Angola e a Iniciativa Privada terem uma aproximação com todo o povo de Angola.
Portanto, sem perder o conceito tradicional do nosso Carnaval, as organizações vêm implementar inovações, que visam transformar o Carnaval de Angola num grande negócio.
Esta visão comercial vai atrair público de todas as classes sociais com reflexos imediatos na economia, gerar empregos directos e indirectos, impostos, estimular o comércio, serviços e turismo, e transformar o Carnaval na vitrine de Angola para o Mundo.

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