Publicado por: Filomena Barata | Março 4, 2011

Província de Namibe

Fotografia e legenda de João Stattmiller, «Trata-se do antigo cinema no Tombwa, província do Namibe. Perdoem o enquadramento imperfeito mas foi tirada do carro em andamento. Agora vejam lá no mapa onde fica o Tombwa e imaginem este cinema ali. Nem seria preciso construir cinemas novos, era só reabilitar os antigos».

Deserto do Namibe, João Stattmiller

NAMIBE

    • Pedro Moreira CamposNamibe

      • Gruta Iona. Namibe
          • Filomena Barata Obrigada Tony Abreu. Por favor ajudem-nos a conhecer assim Namibe e a passar a palavra. Fica mais fácil a importação dos dados para o blogue e vai-nos permitir depois seleccionar uma das paisagens.

      • http://www.flickr.com/photos/kodilu/5362683654/

        Arco’s Oasis. Namibe, Angola

        http://www.flickr.com

        Arco’s oasis in the Namibe Desert is the World’s largest natural lake in a desert. Namibe, Angola. This image can be licensed for commercial or personal use at http://www.angolaimagebank.com
      • Namibe (anteriormente Moçâmedes) designa uma cidade e um município, capital da província do Namibe, em Angola.

        O município tem 8 916 km² e cerca de 162 mil habitantes[1]. É limitado a Norte pelo município de Baía Farta, a Este pelos municípios de Camucuio, Bibala e Virei, a Sul pelo município de Tômbua e a Oeste pelo Oceano Atlântico e é constituído pelas comunas de Namibe, Lucira e Bentiaba.

        A cidade foi fundada em 1840 e, até 1985, teve o nome de «Moçâmedes». É o terceiro maior porto de Angola, depois de Luanda e Lobito. É também o terminal do caminho-de-ferro do Namibe. A região, maioritariamente desértica, com clima fresco e seco, alberga a Welwitschia mirabilis, uma espécie vegetal endémica. (extraído do Google)

CAPITAL: Namibe

Ana Portugal esteve com Foto 7 Namibe cidade.
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    • Tomás Gavino Coelho Aqui, em primeiro plano, a igreja onde os meus pais negociaram para mim um cantinho no céu, isto é, onde me baptizaram: a igreja de Santo Adrião.

    • Ana Portugal Namibe, cidade.

ÁREA: 58.137km2

POPULAÇÃO: 85.000

MUNICÍPIOS: 5 – Namibe, Camacuio, Bibala, Virei, Tombwa

CLIMA: tropical seco (desértico)

PRODUTOS PRINCIPAIS: agrícolas – horticultura, vinhas, oliveiras; minerais – ferro, cobre, ouro, manganésio, crómio, mármore, minerais radioactivos; outros – pesca: pecuária

DISTÂNCIAS EM KM: Luanda 1.234 – Lubango 225

INDICATIVO TEL.: 2642.

Apenas no Deserto do Namibe se encontra a célebre Welwitschia Mirabilis, da família das gnetáceas.
Esta gimnospérmica produz apenas duas folhas, que crescem toda a vida, pelo que as plantas …mais velhas parecem ter várias folhas, devido ao desgaste e destruição das orlas, que se rompem longitudinalmente.
    • O Namib é um dos desertos mais antigos do mundo. Há 80 milhões de anos, a areia vem sendo pacientemente depositada ao longo da costa. Quase toda a areia do Namib vem do mar, carregada pelo aluvião do Rio Orange, ao sul, até o Oceano Atlântico, e daí levada pela corrente marítima e pelo vento até o litoral da Namíbia. O resultado desse longo trabalho é um interminável manto de dunas que se debruça sobre as águas frias do Atlântico e redesenha o mapa da Costa do Esqueleto a cada dia. Praias, baías e ilhas que os navegadores portugueses mapearam já não existem mais. Algumas das dunas, como as de Sossusvlei, no Parque Namib-Naukluft, chegam a até 300 metros de altura. São, pelo que se diz, as mais altas do mundo.
      Isso tudo seriam belas praias tropicais se chovesse mais do que os 15 milímetros por ano que gotejam sobre a Costa do Esqueleto (a precipitação anual da Amazônia é de 2 500 milímetros por ano). No lugar da chuva, existe uma névoa espessa que todas as manhãs invade o deserto e se alastra por até 50 quilômetros sobre o continente. Obra do singular encontro da fria Corrente de Benguela com o ar quente do deserto, a névoa, em seu caminho, vai-se depositando nas poucas espécies de plantas que vivem no deserto. Plantas essas que servem de alimento a animais como elefantes, girafas e antílopes. É assim que a vida se sustenta no Namib.Uma das plantas que se vem alimentando dessa forma há milhares de anos é a Welwitschia mirabilis, apelidada por Charles Darwin de “ornitorrinco do reino vegetal”. A planta, endêmica do Namib, é um milagre da evolução. Só com a névoa matinal, cada exemplar pode viver cerca de 2 mil anos. Por causa de sua estranha forma – apenas duas folhas rígidas e fibrosas acopladas a um caule grosso e achatado -, os botânicos consideram a Welwitschia uma espécie de árvore anã. Outra planta que sobrevive bem às duras condições do deserto é o melão !nara (o ponto de exclamação significa um estalido com a língua no idioma falado pela tribo nama). Com sua raiz de 40 metros de profundidade, a planta tira do lençol freático toda a água de que precisa para viver.
    • Artur Carlos Figueiredo DIZIA OUTRA LENDA ANTIGA  QUE ESTA PLANTA NASCEU REGADA COM LÁGRIMAS E SANGUE DOS ESCRAVOS, E QUE NENHUM BRANCO A PODERIA TOCAR SERIA AMALDIÇOADO. ESTE SANGUE E LÁGRIMAS ERAM ARRASTADAS PELAS CORRENTES MARÍTIMAS, DOS NAVIOS CARREGADOS COM ESCRAVOS

      • Carros boers em Moçamedes.
            • Namibe, Nov 2011
              Nesta casa, na então cidade de Moçâmedes, viveu em 1917 Alves Reis, conhecido por ter sido o mentor da emissão das notas falsas de 500$00 para Angola. Aqui, neste mesmo local, inspirado pela proximidade e dimensão do deserto do Namibe, teria dado início a uma vida de tragédia e sonho.
                • Tomás Gavino Coelho

                  Entre 1917 e 1918, Alves Reis foi Chefe de Exploração dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes, lugar obtido com diplomas de habilitações falsos, um dos quais com carimbo da Universidade de Oxford. Depois de ter sido corrido de Moçâmedes foi, em 1918, Administrador-Delegado do Conselho de Administração dos Portos e Caminhos de Ferro de Angola, acumulando com a função de Director e Inspector das Obras Públicas de Angola. Com 22 anos apenas, Alves Reis tinha atingido o mais alto cargo técnico da colónia, graças à sua enorme capacidade de manipulação. É obra!
                • Filomena Barata Muito obrigada pela partilha e pelo comentário.

            • O ícone do Namibe: a welwitschia mirabilis. Deve o seu nome ao botânico austríaco Frederk Welwitsch. Um pouco de História: em 17 de Março de 1851 estabeleceu-se um vencimento mensal para o naturalista que fosse estudar a natureza nas possessões ultramarinas portuguesas. Beneficiou dessa decisão o Dr. Welwitsch, nomeado por decreto de 10 de Abril de 1852. Partiu para Angola no dia 8 de Agosto do ano seguinte. Percorreu os sertões angolanos durante oito anos e retirou-se para Inglaterra, a fim de estudar, juntamente com outros cientistas, a vasta colheita que conseguira. Desse modo alcançou o título de principal investigador da flora angolense.

Welwitchia a florir… Deserto do Namibe. Margarida Rosa Morais

O ícone do Namibe: a welwitschia mirabilis. Deve o seu nome ao botânico austríaco Frederik Welwitsch. Um pouco de História: em 17 de Março de 1851 estabeleceu-se um vencimento mensal para o naturalista que fosse estudar a natureza nas possessões ultramarinas portuguesas. Beneficiou dessa decisão o Dr. Welwitsch, nomeado por decreto de 10 de Abril de 1852. Partiu para Angola no dia 8 de Agosto do ano seguinte. Percorreu os sertões angolanos durante oito anos e retirou-se para Inglaterra, a fim de estudar, juntamente com outros cientistas, a vasta colheita que conseguira. Desse modo alcançou o título de principal investigador da flora angolense.
Outro ícone do Namibe: o povo cuvale (mucubal). A tribo Mucubal é constituída por povos cuja riqueza é a pastorícia. Os bois são, por isso, considerados como o suporte do sustento das famílias. Notável é a sua resistência à aculturação, mantendo ainda hoje os hábitos ancestrais que os caracterizam.

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