Publicado por: Filomena Barata | Março 3, 2011

Província do Zaire

Noqui, rio Zaire, Fotografia Paulo Percheiro

Zaire, Angola

A Província do Zaire

«Situa-se no norte de Angola e tem uma superfície de 40.130 Km2 (quase metade de Portugal Continental). É constituída por 6 municípios: M´Banza Congo (ex-S.Salvador do Congo), Cuimba, Noqui, N´Zeto (ex-Ambrizete), Soyo (ex-S. António do Zaire) e Tomboco.

O clima é tropical húmido e a temperatura média anual situa-se entre 24 e 26 graus. A etnia dominante pertence ao grupo Bakongo e a língua nacional mais falada é o Kikongo.

Pelo censo de 2004 a população da província era de cerca de 330 mil habitantes, sendo que a capital M´Banza Congo tinha cerca de 50 mil. Em 2009 a população deve ser em muito maior número, dado que há algum tempo se assiste ao repatriamento de muitos angolanos que durante a guerra foram para a RDCongo.

Pratica-se uma agricultura de subsistência e os principais produtos são a mandioca, o amendoim, a batata-doce, os feijões, a bananeira, a palmeira e o cajueiro. No tempo da guerra colonial havia também algumas plantações de café na parte sudeste, mas a produção foi diminuindo após a independência e actualmente tem uma expressão diminuta.

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    • Pedro Moreira Campos Produtos dos agricultores de Mbanza Congo, Zaire.
    • Cerca de quatro mil e quinhentas famílias camponesas organizadas em cooperativas agrícolas, estarão envolvidas no cultivo de, milho,mandioca ,batata,banana,batata doce, feijão e gergelim.
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    • Quanto à pecuária pratica-se a criação de caprinos, suínos e galináceos em toda a sua extensão. Os ovinos existem essencialmente no litoral, e quanto aos bovinos não têm tradição na região por causa da ocorrência em muitas áreas da mosca tsé-tsé, tendo desaparecido completamente os poucos efectivos das experiências coloniais.

Na costa, a pesca artesanal é uma das fontes mais importantes de rendimentos de uma parte da população, e algum peixe é trocado por produtos agrícolas do interior.

Os principais rios são o Zaire, na fronteira norte, que desagua no Soyo e o M´Bridge que tem a foz em N´Zeto.

A maior riqueza da província é o petróleo que se extrai no Soyo, mas essa riqueza em nada tem servido para o desenvolvimento da província, que continua com infra-estruturas muito deficientes. Das 20 comunas só uma tem problemas de água e energia resolvidas (Musserra).

O espaço geográfico da província caracteriza-se por um mosaico de savana e de floresta densa húmida valorizada por algumas espécies de madeira dura de alto valor como o pau-preto (na época colonial havia serrações em Kelo, Tomboco e Mama Rosa, que estão paralisadas há bastante tempo)».

Noqui. Fotografia de Paulo Percheiro

Fonte: Portal de Angola

Informação obtida a partir de : http://cc3413.wordpress.com/2010/03/07/zaire-angola/

Sobre Soyo, pode consultar: http://travelingluck.com/Africa/Angola/Zaire/_2236967_Soyo.html

Muxi, coracão ao meu berço M´Banza, M´Banza Congo,
à nossa rebita, a Bela vista, a Ilha dos Amores,
o nosso Carnaval, o lombi, a kibeba, a kifufutila,
o rio Zaire, o Kwanza, safú, cabita, catatu, muxiluxilu,
ai tambarino, o nosso mea cura, as nossas farras de quintal,
a palanca negra, jilojo, mengueleca, reco reco, o kissonde,
a Vila Flor,
ao Bagre, ao nosso bagre fumado, os nossos mirangolos, a
nossa Kissama, Ah! Muxima, a perfumada nocha, a
kissangua,
o marufu, o mona xibata o peixe espada, a nossa chiquanga
o nosso feijão, kandange, olha imbondeiro, olha múkua,
a saca folha, nosso cachuchu, a ilha do Luanda,a
welwitchia, a ginguba e o bombó, o nosso pirão, atenção, a
rebita, cavalheiros a gauche, damas a droite,
primeira forma, vamos embora,- está quase bom, atenção,
a rosa de porcelana, a nossa marimba, o nosso funge, o
nosso batuque, a nossa batucada, o kissange, a nossa
moamba, as missangas coloridas,
a canjica,as águas milagrosas do Huamba, as quedas do
Kalandula, Chinguar, ai a puíta, o maboque, a nossa
moamba,vila flor, o reco reco, loengos, o ungo, o sape sape. Waldemar Bastos

 

M`BANZA KONGO IGREJA KULUMBIMBI. Fotografia de Eduardodracula Matumona

Missão de Tombôco, Nzeto, Zaire. Fotografia de Filomena Barata

A Missão do Tombôco, Nzeto, Zaire, Fotografia Filomena Barata

Nzeto, 2010, fotografia de Filomena Barata

Localização do Nzeto

Fotografia aéra do Nzeto

Editado no Facebook por Eduardodracula Matumona

N’zeto está localizado na parte noroeste do país. Aqui vivem aqui 18000 pessoas.
O nome Anbri´zeto situa-se actualmente na histórica província do Zaire e antes de 1975 chama-se de anbriz´zete e pertecia ao destrito do Congo.

M´Banza Congo

Estrada para M’Banza Kongo. Fotografia cedida por Lito Martin

    • Adriano Arrochela Guimaraes lembrei-me agora que há ou havia uma missão católica denominada Pinda que na altura era gerida por padre Alfredo onde pusemos um polaco nome dado ao português da metrópole na altura atrás de mim
    • do meu pai e do padre Alfredo com escadote às costas para apanhar abacaxi porque julgava que o mesmo era produto de uma árvore.
    • Gracio Francisco Oh passado …St Antonio do Zaire, Kissanga ..atè Noki onde conheci o Rio Zaire ou congo…atè Matadi…as Muilas afluentes os crocodilos apanhados à mão, (outros crescidos a tiro)…meus vinte anos, com “férias” na Pedra do Feitiço e tridente….

Palácio do Governo, M´Banza Kongo. Fotografia cedida por Lito Martin

Túmulos dos reis do Kongo, M’Banza Kongo. Fotografia cedida por Lito Martin.

«Era à capital da província do Zaire em Angola, São Salvador do Congo (agora designada M´Banza Congo).
A cidade fica situada num planalto e tinha a particularidade de ter uma pista de aviação em terra batida que a dividia ao meio».  Outrora tinha «de um lado, a chamada “cidade branca” onde estavam os serviços públicos e o comércio, do outro a “cidade negra”, a sanzala. A pista era até atravessada por um caminho onde passavam pessoas e viaturas de um lado para o outro».
in http://cc3413.wordpress.com/2009/10/25/m%C2%B4banza-congo/

Rio Zaire, fotografia de Paulo Percheiro

Rio Luege, M’Banza Kongo. Fotografia cedida por Lito Martin

 Adriano Arrochela Guimaraes

«Lembro-me do Quelo , pedra do feitiço, Baixa da Chichianga zona pantanal onde se só se podia caçar indo de barco ou ´
helicóptero que akgumas vezes fui com pilotos da forca aerea e noqui. em frente a s.t. Zaire junto a pedra do feitiço no Zaire a povoaçao chama-se banana e em frente da foz do rio Zaire do outro Lafo e Boma ou vice-versa ja nao me lembro bem. Fui várias vezes a Noqui nas avionetas auters não sei se esta bem escrito e atravessavamos a fronteira para ir a Matadi e mais não me recordo».

    • Pedro Moreira Campos Festival de dança (Carnaval) em M`banza Congo ( Zaire )
      • «do que conheço de Angola e e muito as praias e paisagens maravilhosas e ainda puras sao em  S.t.Zaire e Cabinda para além de outras coisas perto da cidade ha uma praia que se chama ou chamava Kifuma onde desagua um pequeno rio no mar onde há camarão lagosta e todo o resto de marisco e quando a mare do mar desce a areia tapa o rio fazendo uma enseada ao subir a maré o mar rompe areia dentro e numa extensão de 100 metros o rio ao rebentar desagua no mar e eu e lembro-me agora de um amigo meu ferraz mergulhavamos no rio debaixo de água e iamos parar ao mar como se fossem rápidos».
Alipio Mendes esteve com Foto nº 7.

    • Luisa Monteiro No maravilhoso livro de Ferreira da Costa ” Pedra do Feitiço”, logo no princípio, pode ler-se …” A Pedra do Feitiço existe. Fica distante de Santo António do Zaire, quasi em frente de Boma. É um morro pedregoso, agreste e nu. Triste. Sinistro, por vezes. Assenta no limite de savanas bravias, onde as tsé-tsé instilam venenos letais, os carnívoros despedaçam corças e todos os brutos urram de ansiedades frenéticas, nos contactos da procriação. Para lá da colina rochosa, deslisa o grande rio majestoso – o Zaire.”
    • Luisa MonteiroMais um pouquinho de HISTÓRIA, tirada do belíssimo livro JULGAREIS QUAL É MAIS EXCELENTE… de Gastão de Sousa Dias:

      10/5 às 10:13 ·Não gostoGosto · 1
    • Luisa Monteiro …” Assim, por intermédio dos seus naturais negros, chegava Diogo Cão ao conhecimento da existência de um grande Estado indígena que abrangia os territórios de ambas as margens do rio Emzaze ( Zaire ) e se estendia muito para o interior, onde ficava a sua capital.
      Na ponta arenosa e avançada, da margem esquerda, coloca Diogo Cão solenemente o seu primeiro padrão ( padrão de S. Jorge ), 1482.”
      Por falta de mantimentos e outros problemas graves, Diogo Cão regressa ao reino. Regressa em 2ª viagem, percorrendo todo o mesmo caminho, para o Sul.
      Após navegar por grande parte da costa de Angola “ viu-se forçado a desistir de levar mais longe as suas caravelas”. E aponta as embarcações para novo regresso.
      ” De passagem no Zaire, o ilustre navegador sobe o rio até aos rápidos de Ielala, a 160 kms. da foz, em cujos rochedos deixa gravada uma inscrição – Aqui chegaram os navios do esclarecido Rei dom João II de Portugal, Diogo Cão, Pedro Anes, Pedro da Costa, Álvaro Pires, Pedro Escobar, João de Santiago, morto de doença, Antão, Diogo Pedro, Gonçalo Alves – e as armas de Portugal, desembarca na margem esquerda e segue por terra em direcção à corte do rei congolês, em Ambasse ( S. Salvador do Congo ) onde é festivamente recebido.”

      Rio Zaire. Fotografia Paulo Percheiro.

      ·A caminho do N’Zeto
        • Alipio MendesVENCEDORA DO ZAIRE

        • Maria Celeste Gerald Iinda sem dúvida…

        • Filomena BarataOh, como estou comovida. Este dia foi muito especial para mim. Madruguei para atravessar o Zaire, minha terra natal, onde não ia há quase quarenta anos.
        • Filomena Barata Fiz uma viagem de oito horas e na missão do Tombôco (N’Zeto), encontrei a minha certidão de baptismo nuns livros religiosamente guardados. Reconheci-a, não me perguntem como, pois lá não ia desde os meus cinco anos, como referi no «Testemunho» que depois escrevi. Obrigada a todos que a votaram, mesmo sem sonhar o que para mim representa esta fotografia.
          «COMENTÁTIOS SOBRE O REINO DO CONGO-MBANZA CONGO.
          Por Manuel Luciano da Silva, Médico
          Quando Diogo Cão chegou à foz do rio Zaire em Abril de 1483 e contactou pela primeira vez o mani Nsoyo, chefe da localidade na qual aportara, o Congo era u

          m reino forte e estruturado, cuja chefia máxima cabia ao Mani Congo.

          Formado por grupos de etnia bantos, especialmente os bakongo, abrangia grande extensão da África Centro-Ocidental e se compunha de seis estados, que os portugueses denominavam de províncias e que eram.

          Mpemba, onde ficava encravado o território do Congo propriamente dito, com a capital em M’BANZA Congo, a São Salvador cristã, onde residia o rei.

          Mbamba, que ficava a sul, confinando com os Ambundos.

          Mbata, a mais oriental.

          Nsundi, a nordeste, ultrapassando a margem direita do Zaire.

          Mpangu, encravada entre as de Mbata, Mpemba e Nsundi.

          NSoyo (Sonyo) ou Sonho na tradução portuguesa da época, situada a norte de Mbamba, banhada pelo oceano Atlântico e pelo Zaire. Nesta ficava o porto de Mpinda, onde desembarcaram os portugueses.

          Todas os estados eram governadas por parentes do rei do Congo, com excepção da província de Mbata, que gozava do privilégio de ter um descendente dos antigos senhores da terra, impondo-se-lhe, porém, a obrigação de casar a filha mais velha na casa real do Congo.

          O estado de Nsundi era, por tradição, governada pelo herdeiro do rei do Congo.

          O rei do Congo considerava ainda vassalos, ou, pelo menos, amigos, alguns reinos situados na margem direita do Zaire, como o de Ngoio ou Angoy, em o de Cacongo, estendendo-se a sua influência até ao reino de Luango (actual Congo Brazaville)

          Para o interior destes, e confrontando com o estado de Nsundi, ficava a Anzicana, povoada por povos antropófagos e que ora se comportavam como amigos, ora como inimigos do Congo. A fronteira sul que confrontava com os Ambundos, também sofria oscilações.

          Algumas delas, como as de Nsoyo, Mbata, Wandu e Nkusu, eram administradas por membros de uma nobreza local que assumiam os cargos de chefia há gerações, sendo o controle político mantido por uma mesma linhagem, enraizada no local.

          Outras províncias eram administradas por chefes escolhidos pelo rei dentre a nobreza que o cercava na capital.

          A unidade do reino era mantida a partir do controle exercido pelo Mani Congo, cercado por linhagens nobres que teciam alianças principalmente por meio do casamento, mas era também fortalecida pelas relações comerciais e políticas entre as diversas regiões.

          O centro de poder localizava-se na capital, mbanza Kongo, de onde o rei administrava a confederação juntamente com um grupo de nobres que formavam o conselho real, composto provavelmente por 12 membros, divididos em grupos com diferentes atribuições: secretários reais, colectores de impostos, oficiais militares, juízes e empregados pessoais. A centralização político – administrativa, ao mesmo tempo que conferia estabilidade ao sistema, ensejava intensas e frequentes disputas pelo poder.

          A formação do reino parece datar do final do século XIV, a partir da expansão de um núcleo localizado a noroeste de Mbanza Kongo.

          Os mitos de origem registrados no século XVII referem-se à conquista do território por um grupo de estrangeiros, chefiados por Nimi a Lukeni, que teria subjugado as aldeias da região do Congo e imposto a sua soberania pela supremacia guerreira.

          Nos séculos XVI e XVII, após o contacto com os portugueses, o direito do rei colectar impostos e tributos estaria ideologicamente fundamentado na conquista efectivada pelos antepassados das linhagens governantes, o que nem sempre era aceite pacificamente.

          A divisão fundamental na sociedade congolesa era entre as cidades – Mbanza – e as comunidades de aldeia – lubata. A tradição representava esta divisão como entre povos que vieram de fora e os nativos, submetidos àqueles.

          Os estrangeiros seriam os membros da nobreza, os habitantes da capital, os governantes das províncias indicados pelo rei, isto é, os que ocupavam as posições superiores do reino. A lubata era dominada pela Mbanza, que podia requisitar parte do excedente aldeão.

          Os chefes de aldeia – Nkuluntu – faziam a ligação entre os sectores, recebendo o excedente agrícola e repassando parte deste para os representantes das cidades, reconhecidos como superiores políticos.

          Nas comunidades rurais, a apropriação do excedente era justificada pelo poder de mediação com o sobrenatural do kitomi, ou pelo privilégio do mais velho, o Nkuluntu.

          Como nelas a produção supria apenas as necessidades básicas, não havia um acúmulo de bens que permitisse sinais exteriores de status para os chefes.

          Enquanto nas aldeias os chefes não tinham controle sobre a produção, baseada na estrutura familiar e na divisão sexual do trabalho, nas cidades eram os nobres – as linhagens governantes – que controlavam a produção, fruto do trabalho escravo no cultivo de terras controladas pela nobreza.

          As diferenças básicas que distinguiam as cidades das aldeias eram a maior concentração da população e a administração da produção por parte da nobreza, que se apropriava de parte do trabalho escravo.

          De todo modo, as características da escravidão existente no Congo confirmam a tipologia elaborada por João Reis em artigo sobre a África pré – colonial.

          1. No reino do Congo havia, de um lado, a escravidão doméstica ou de linhagem, na qual o cativeiro era resultante de sanções sociais ou mesmo da captura em guerras, integrando-se o escravo à linhagem do senhor.

          Cativeiro em que se destacavam as escravas concubinas, que geravam filhos para o clã masculino, ao contrário dos casamentos entre linhagens, nos quais os filhos ficavam ligados à família da mãe (matrilinearidade).

          Mas ao lado da escravidão de linhagem, mais amena e mitigada, existia o que João Reis chamou de escravidão ampliada ou esclavagismo propriamente dito: um tipo de escravidão comercial ligada à produção agrícola ou à exploração de minas, a qual seria consideravelmente estimulada e desviada para o Atlântico após o contacto com os portugueses.

          São Salvador, nome atribuído a Mbanza Kongo após a conversão dos reis congoleses ao cristianismo em 1491, chegou a ter cerca de 60.000 habitantes no século XVII, sendo que de 9 a 12.000 desses não estavam directamente engajados na produção.

          Desde antes do contacto com os portugueses, até meados do século XVII, a capital foi um imã que unia as diferentes linhagens nobres, e a base da solidez do Congo, pois mesmo quando eram travadas lutas sucessórias entre as chefias, tudo se resolvia em função da centralização política em São Salvador, antiga Mbanza Congo.

          (1) – João Reis. “Notas sobre a escravidão na África pré – colonial”. Estudos afro-asiáticos, n.14, Rio de Janeiro, pp.5-21.
          As diferentes linhagens sempre preferiam aderir ao grupo que no momento dominasse a política da capital, a tentar a separação.

          Quando os portugueses chegaram ao Congo, encontraram ali grandes mercados regionais, nos quais produtos específicos a certas áreas como sal, metais, tecidos e derivados de animais eram trocados por outros, e um sistema monetário, no qual conchas chamadas nzimbu, colectadas na região da ilha de Luanda, serviam de unidade básica.

          O estreitamento das relações com os portugueses intensificou o comércio regional e o internacional e aumentou a importância dos comerciantes, muitos deles não congoleses.

          O Congo não era uma nação voltada para o comércio, exercido em grande parte pelos naturais de Loango, e posteriormente controlado pelos portugueses de São Tomé e de Angola e pelos holandeses.

          Mas eram o comércio, principalmente de escravos, e o controle das minas, sempre aquém das expectativas, os principais interesses dos portugueses no Congo quando ali chegou Diogo Cão.

          Conversão e canonização

          D. João II enviou Diogo Cão, no ano de 1482, numa expedição marítima que foi dar ao estuário do rio Zaire em Abril de 1483.

          Instruídos para estabelecer contactos pacíficos e acompanhados de intérpretes conhecedores de línguas africanas, os enviados do rei português tomaram conhecimento da cidade real no interior do continente e para lá enviaram emissários.

          Como estes demorassem a voltar, retidos na corte congolesa pela curiosidade que despertou o que contavam, os navios portugueses, recusando-se a esperar, zarparam sem eles, levando alguns reféns.

          Em Portugal esses foram tratados como amigos e aprenderam um pouco dos hábitos, da religião e da língua do reino.

          Conforme o prometido, nova expedição trouxe de volta os congoleses capturados, agora “ladinos”, juntamente com uma embaixada e presentes para o Manicongo, retorno amplamente festejado.

          2 – Disposto a abraçar a fé de Cristo, o Manicongo enviou, em 1488, uma embaixada para o rei português, que foi presenteado com tecidos de palmeiras e objectos de marfim, formalizando seu desejo de se converter ao cristianismo e pedindo o envio de clérigos, assim como de artesãos, mestres de pedraria e carpintaria, trabalhadores da terra, burros e pastores.

          Junto com os pedidos, deixou claro, segundo Rui de Pina, cronista que registou o evento, seu desejo de que doravante os dois reinos se igualassem nos costumes e na maneira de viver, solicitando que alguns jovens, enviados com a embaixada, fossem instruídos na fala, escrita e leitura latinas, além dos mandamentos da fé católica.

          E, com efeito, durante todo ano de 1489 e1490 os enviados do rei do Congo permaneceram em Portugal, aprendendo o português, os mandamentos da fé católica e os costumes da sociedade portuguesa.

          Em 19 de Dezembro de 1490, nova expedição foi enviada ao Congo, a qual, em 29 de Março de 1491, chegou à foz do rio Zaire, por eles chamado de rio do Padrão por lá ter sido colocado um padrão indicador de que o rei de Portugal havia sido o descobridor daquelas terras, em nome do seu reino e de Cristo.

          (2) – Rui de Pina. “Relação do Reino do Congo”. In: Radulet, Carmem. O cronista Rui de Pina e a Relação do Reino do Congo. Lisboa, Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1992, p.101.

          A província de Nsoyo (Sonho ou Sono nos relatos portugueses), na qual se encontrava a foz do rio Zaire, era governada por um irmão da mãe do rei do Congo, o mais respeitado dentre os chefes provinciais.

          Ao receber os portugueses em M’Pinda, o chefe local mandou que todos viessem recepcionar os enviados do rei de Portugal.

          Rui de Pina deixou-nos um detalhado relato desses primeiros contactos entre portugueses e congoleses, aludindo aos festejos e reverências com que foram recebidos os portugueses e à pompa do Manisoyo, que veio trazendo carapuça na cabeça com uma serpente “mui bem lavrada d’agulha”.

          Regista o cronista – e isto se reveste de máxima importância –, que as “mulheres dos fidalgos” locais se fartaram de saudar os estrangeiros, dizendo que seus maridos haviam de fazer o melhor de si para o serviço del Rei de Portugal, “a que eles chamavam Zampem-Apongo, que entre eles quer dizer Senhor do Mundo.

          3. Ao olhos dos congoleses, o rei português passava, pois, a ser assimilado a Zambem-apongo, divindade suprema dos povos banto, senhor que reinava no mundo dos mortos, pois, vale dizer, a festa era também para João da Silva (Caçuta), congolês baptizado e embaixador do rei do Congo morto na viagem de regresso em Cabo Verde.

          Senhor do Mundo, porque senhor dos mortos, o Zambem-apongo dos congoleses foi entendido pelos observadores portugueses como sendo o rei de Portugal, D. João II especificamente.

          Doravante, e por muito tempo, portugueses e congoleses passariam a traduzir noções alheias para sua própria cultura a partir de analogias que permitiam supor estarem tratando das mesmas coisas quando na verdade sistemas culturais distintos permaneciam fundamentalmente inalterados.

          Depois da confraternização, o chefe congolês, provavelmente associando as coisas extraordinárias trazidas pelos lusitanos à sua linguagem cultural, pediu para ser baptizado sem mais demora.
          Assim foi erigida uma igreja de madeira, devidamente paramentada com os objectos trazidos de Portugal para nela realizar o baptismo do Manisoyo.

          Conta-nos Rui de Pina que, apesar de outros nobres expressarem o desejo de serem baptizados, o Manisoyo só permitiu que ele e seu filho mais velho o fossem antes do rei do Congo, primazia que sua destacada posição permitia, não permitindo aos “fidalgos de sua Casa” que sequer entrassem na igreja.

          No dia 3 de Abril, dia de Páscoa, o Manisoyo recebeu o nome de baptismo de Manuel, tal qual o irmão da rainha de Portugal, duque de Beja e ao seu filho chamou-se de D. António, inaugurando um padrão analógico que regeria os primeiros tempos das relações entre os dois povos.

          Nessa altura, a narrativa de Rui de Pina deixa bastante clara a relação imediatamente percebida pelos congoleses entre fé e poder.

          O baptismo foi reservado aos maiores do reino, numa certa ordem de hierarquias. Principalmente não podia ser usufruído antes que o rei o recebesse, facto percebido pelo Manisoyo que respondeu negativamente aos nobres que pediram para também serem baptizados, justificando o seu próprio baptismo antes do Manicongo, por ser tio do rei e mais velho que ele».

          Foto: COMENTÁTIOS SOBRE O REINO DO CONGO-MBANZA CONGO.
Por Manuel Luciano da Silva, Médico
Quando Diogo Cão chegou à foz do rio Zaire em Abril de 1483 e contactou pela primeira vez o mani Nsoyo, chefe da localidade na qual aportara, o Congo era um reino forte e estruturado, cuja chefia máxima cabia ao Mani Congo.

Formado por grupos de etnia bantos, especialmente os bakongo, abrangia grande extensão da África Centro-Ocidental e se compunha de seis estados, que os portugueses denominavam de províncias e que eram.

Mpemba, onde ficava encravado o território do Congo propriamente dito, com a capital em M'BANZA Congo, a São Salvador cristã, onde residia o rei.

Mbamba, que ficava a sul, confinando com os Ambundos.

Mbata, a mais oriental.

Nsundi, a nordeste, ultrapassando a margem direita do Zaire.

Mpangu, encravada entre as de Mbata, Mpemba e Nsundi.

NSoyo (Sonyo) ou Sonho na tradução portuguesa da época, situada a norte de Mbamba, banhada pelo oceano Atlântico e pelo Zaire. Nesta ficava o porto de Mpinda, onde desembarcaram os portugueses.

Todas os estados eram governadas por parentes do rei do Congo, com excepção da província de Mbata, que gozava do privilégio de ter um descendente dos antigos senhores da terra, impondo-se-lhe, porém, a obrigação de casar a filha mais velha na casa real do Congo.

O estado de Nsundi era, por tradição, governada pelo herdeiro do rei do Congo.

O rei do Congo considerava ainda vassalos, ou, pelo menos, amigos, alguns reinos situados na margem direita do Zaire, como o de Ngoio ou Angoy, em o de Cacongo, estendendo-se a sua influência até ao reino de Luango (actual Congo Brazaville)

Para o interior destes, e confrontando com o estado de Nsundi, ficava a Anzicana, povoada por povos antropófagos e que ora se comportavam como amigos, ora como inimigos do Congo. A fronteira sul que confrontava com os Ambundos, também sofria oscilações.

Algumas delas, como as de Nsoyo, Mbata, Wandu e Nkusu, eram administradas por membros de uma nobreza local que assumiam os cargos de chefia há gerações, sendo o controle político mantido por uma mesma linhagem, enraizada no local.

Outras províncias eram administradas por chefes escolhidos pelo rei dentre a nobreza que o cercava na capital.

A unidade do reino era mantida a partir do controle exercido pelo Mani Congo, cercado por linhagens nobres que teciam alianças principalmente por meio do casamento, mas era também fortalecida pelas relações comerciais e políticas entre as diversas regiões.

O centro de poder localizava-se na capital, mbanza Kongo, de onde o rei administrava a confederação juntamente com um grupo de nobres que formavam o conselho real, composto provavelmente por 12 membros, divididos em grupos com diferentes atribuições: secretários reais, colectores de impostos, oficiais militares, juízes e empregados pessoais. A centralização político - administrativa, ao mesmo tempo que conferia estabilidade ao sistema, ensejava intensas e frequentes disputas pelo poder.

A formação do reino parece datar do final do século XIV, a partir da expansão de um núcleo localizado a noroeste de Mbanza Kongo.

Os mitos de origem registrados no século XVII referem-se à conquista do território por um grupo de estrangeiros, chefiados por Nimi a Lukeni, que teria subjugado as aldeias da região do Congo e imposto a sua soberania pela supremacia guerreira.

Nos séculos XVI e XVII, após o contacto com os portugueses, o direito do rei colectar impostos e tributos estaria ideologicamente fundamentado na conquista efectivada pelos antepassados das linhagens governantes, o que nem sempre era aceite pacificamente.

A divisão fundamental na sociedade congolesa era entre as cidades – Mbanza – e as comunidades de aldeia – lubata. A tradição representava esta divisão como entre povos que vieram de fora e os nativos, submetidos àqueles.

Os estrangeiros seriam os membros da nobreza, os habitantes da capital, os governantes das províncias indicados pelo rei, isto é, os que ocupavam as posições superiores do reino. A lubata era dominada pela Mbanza, que podia requisitar parte do excedente aldeão.

Os chefes de aldeia – Nkuluntu – faziam a ligação entre os sectores, recebendo o excedente agrícola e repassando parte deste para os representantes das cidades, reconhecidos como superiores políticos.

Nas comunidades rurais, a apropriação do excedente era justificada pelo poder de mediação com o sobrenatural do kitomi, ou pelo privilégio do mais velho, o Nkuluntu.

Como nelas a produção supria apenas as necessidades básicas, não havia um acúmulo de bens que permitisse sinais exteriores de status para os chefes.

Enquanto nas aldeias os chefes não tinham controle sobre a produção, baseada na estrutura familiar e na divisão sexual do trabalho, nas cidades eram os nobres – as linhagens governantes – que controlavam a produção, fruto do trabalho escravo no cultivo de terras controladas pela nobreza.

As diferenças básicas que distinguiam as cidades das aldeias eram a maior concentração da população e a administração da produção por parte da nobreza, que se apropriava de parte do trabalho escravo.

De todo modo, as características da escravidão existente no Congo confirmam a tipologia elaborada por João Reis em artigo sobre a África pré – colonial.

1. No reino do Congo havia, de um lado, a escravidão doméstica ou de linhagem, na qual o cativeiro era resultante de sanções sociais ou mesmo da captura em guerras, integrando-se o escravo à linhagem do senhor.

Cativeiro em que se destacavam as escravas concubinas, que geravam filhos para o clã masculino, ao contrário dos casamentos entre linhagens, nos quais os filhos ficavam ligados à família da mãe (matrilinearidade).

Mas ao lado da escravidão de linhagem, mais amena e mitigada, existia o que João Reis chamou de escravidão ampliada ou esclavagismo propriamente dito: um tipo de escravidão comercial ligada à produção agrícola ou à exploração de minas, a qual seria consideravelmente estimulada e desviada para o Atlântico após o contacto com os portugueses.

São Salvador, nome atribuído a Mbanza Kongo após a conversão dos reis congoleses ao cristianismo em 1491, chegou a ter cerca de 60.000 habitantes no século XVII, sendo que de 9 a 12.000 desses não estavam directamente engajados na produção.

Desde antes do contacto com os portugueses, até meados do século XVII, a capital foi um imã que unia as diferentes linhagens nobres, e a base da solidez do Congo, pois mesmo quando eram travadas lutas sucessórias entre as chefias, tudo se resolvia em função da centralização política em São Salvador, antiga Mbanza Congo.

(1) - João Reis. “Notas sobre a escravidão na África pré – colonial”. Estudos afro-asiáticos, n.14, Rio de Janeiro, pp.5-21.
As diferentes linhagens sempre preferiam aderir ao grupo que no momento dominasse a política da capital, a tentar a separação.

Quando os portugueses chegaram ao Congo, encontraram ali grandes mercados regionais, nos quais produtos específicos a certas áreas como sal, metais, tecidos e derivados de animais eram trocados por outros, e um sistema monetário, no qual conchas chamadas nzimbu, colectadas na região da ilha de Luanda, serviam de unidade básica.

O estreitamento das relações com os portugueses intensificou o comércio regional e o internacional e aumentou a importância dos comerciantes, muitos deles não congoleses.

O Congo não era uma nação voltada para o comércio, exercido em grande parte pelos naturais de Loango, e posteriormente controlado pelos portugueses de São Tomé e de Angola e pelos holandeses.

Mas eram o comércio, principalmente de escravos, e o controle das minas, sempre aquém das expectativas, os principais interesses dos portugueses no Congo quando ali chegou Diogo Cão.

Conversão e canonização

D. João II enviou Diogo Cão, no ano de 1482, numa expedição marítima que foi dar ao estuário do rio Zaire em Abril de 1483.

Instruídos para estabelecer contactos pacíficos e acompanhados de intérpretes conhecedores de línguas africanas, os enviados do rei português tomaram conhecimento da cidade real no interior do continente e para lá enviaram emissários.

Como estes demorassem a voltar, retidos na corte congolesa pela curiosidade que despertou o que contavam, os navios portugueses, recusando-se a esperar, zarparam sem eles, levando alguns reféns.

Em Portugal esses foram tratados como amigos e aprenderam um pouco dos hábitos, da religião e da língua do reino.

Conforme o prometido, nova expedição trouxe de volta os congoleses capturados, agora “ladinos”, juntamente com uma embaixada e presentes para o Manicongo, retorno amplamente festejado.

2 - Disposto a abraçar a fé de Cristo, o Manicongo enviou, em 1488, uma embaixada para o rei português, que foi presenteado com tecidos de palmeiras e objectos de marfim, formalizando seu desejo de se converter ao cristianismo e pedindo o envio de clérigos, assim como de artesãos, mestres de pedraria e carpintaria, trabalhadores da terra, burros e pastores.

Junto com os pedidos, deixou claro, segundo Rui de Pina, cronista que registou o evento, seu desejo de que doravante os dois reinos se igualassem nos costumes e na maneira de viver, solicitando que alguns jovens, enviados com a embaixada, fossem instruídos na fala, escrita e leitura latinas, além dos mandamentos da fé católica.

E, com efeito, durante todo ano de 1489 e1490 os enviados do rei do Congo permaneceram em Portugal, aprendendo o português, os mandamentos da fé católica e os costumes da sociedade portuguesa.

Em 19 de Dezembro de 1490, nova expedição foi enviada ao Congo, a qual, em 29 de Março de 1491, chegou à foz do rio Zaire, por eles chamado de rio do Padrão por lá ter sido colocado um padrão indicador de que o rei de Portugal havia sido o descobridor daquelas terras, em nome do seu reino e de Cristo.

(2) - Rui de Pina. “Relação do Reino do Congo”. In: Radulet, Carmem. O cronista Rui de Pina e a Relação do Reino do Congo. Lisboa, Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1992, p.101.

A província de Nsoyo (Sonho ou Sono nos relatos portugueses), na qual se encontrava a foz do rio Zaire, era governada por um irmão da mãe do rei do Congo, o mais respeitado dentre os chefes provinciais.

Ao receber os portugueses em M’Pinda, o chefe local mandou que todos viessem recepcionar os enviados do rei de Portugal.

Rui de Pina deixou-nos um detalhado relato desses primeiros contactos entre portugueses e congoleses, aludindo aos festejos e reverências com que foram recebidos os portugueses e à pompa do Manisoyo, que veio trazendo carapuça na cabeça com uma serpente “mui bem lavrada d’agulha”.

Regista o cronista – e isto se reveste de máxima importância –, que as “mulheres dos fidalgos” locais se fartaram de saudar os estrangeiros, dizendo que seus maridos haviam de fazer o melhor de si para o serviço del Rei de Portugal, “a que eles chamavam Zampem-Apongo, que entre eles quer dizer Senhor do Mundo.

3. Ao olhos dos congoleses, o rei português passava, pois, a ser assimilado a Zambem-apongo, divindade suprema dos povos banto, senhor que reinava no mundo dos mortos, pois, vale dizer, a festa era também para João da Silva (Caçuta), congolês baptizado e embaixador do rei do Congo morto na viagem de regresso em Cabo Verde.

Senhor do Mundo, porque senhor dos mortos, o Zambem-apongo dos congoleses foi entendido pelos observadores portugueses como sendo o rei de Portugal, D. João II especificamente.

Doravante, e por muito tempo, portugueses e congoleses passariam a traduzir noções alheias para sua própria cultura a partir de analogias que permitiam supor estarem tratando das mesmas coisas quando na verdade sistemas culturais distintos permaneciam fundamentalmente inalterados.

Depois da confraternização, o chefe congolês, provavelmente associando as coisas extraordinárias trazidas pelos lusitanos à sua linguagem cultural, pediu para ser baptizado sem mais demora.
Assim foi erigida uma igreja de madeira, devidamente paramentada com os objectos trazidos de Portugal para nela realizar o baptismo do Manisoyo. 

Conta-nos Rui de Pina que, apesar de outros nobres expressarem o desejo de serem baptizados, o Manisoyo só permitiu que ele e seu filho mais velho o fossem antes do rei do Congo, primazia que sua destacada posição permitia, não permitindo aos “fidalgos de sua Casa” que sequer entrassem na igreja.

No dia 3 de Abril, dia de Páscoa, o Manisoyo recebeu o nome de baptismo de Manuel, tal qual o irmão da rainha de Portugal, duque de Beja e ao seu filho chamou-se de D. António, inaugurando um padrão analógico que regeria os primeiros tempos das relações entre os dois povos.

Nessa altura, a narrativa de Rui de Pina deixa bastante clara a relação imediatamente percebida pelos congoleses entre fé e poder.

O baptismo foi reservado aos maiores do reino, numa certa ordem de hierarquias. Principalmente não podia ser usufruído antes que o rei o recebesse, facto percebido pelo Manisoyo que respondeu negativamente aos nobres que pediram para também serem baptizados, justificando o seu próprio baptismo antes do Manicongo, por ser tio do rei e mais velho que ele.
           

Responses

  1. Gostei tanto de ver abeleza da nosssa lindissima provincia do zaire, mas faltou mostrar tambem o meu municipio do soyo,

  2. Gostei muito das images da nosa provincia

  3. gostei muito das imagens da provincia do zaire, mais o posso fazer para conhecer melhor?

  4. Que belaza a nossa terra, estou com saudades da minha cidade natal a capital do antigo reino do Congo, actual capital da Provincia do Zaire Mbanza Kongo…

  5. Gostei muito da matéria e, quero ter mais informações.

  6. Amo tanto dessa beleza natural, merece ser preservada.

  7. estas actividades devem continuar para preservar os ideais da provincia em particular e do reino em geral desde que nao atropelem a realidade no contexto da cultura bakongo.

    • Gratos pelo comentário. Caso encontre algum lapso, muito gostaria que nos corrigisse.

  8. Gostei muito da pagina


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