Publicado por: Filomena Barata | Março 3, 2011

Mãe África, José Vaz Jacinto

Solidão Foto PP

*MÃE ÁFRICA *

«*Mãe África, Mãe África, *

nós também somos teus filhos.

O pigmento é que não se descolou do *Coração.*

Mas Tu vês. Tu sabes.

Tu sentes a nossa falta também.

Não quero que chores mais.

Ofereço-te a minha coloração esbranquiçada

pelos genes antepassados.

*E “ desobestantemente”,*

*as distâncias, as temperaturas e as políticas, *

sentirei sempre a *Tua Mão* na minha,

eternamente.

Os meus passos,

é que ainda não souberam

como me tirar daqui,

mas ainda não desisti

de *Ir *e *V*oltar a estar dentro de Ti.

José Manuel da Cruz Vaz Jacinto

*ANGOLA*

*ANGOLA* continua de cor

na minha cabeça,

colorida com a força com que me baptizou

na saída ao encontro *Dela.*

*ANGOLA* continua retida dentro da minha expansão

pelo mundo fora,

eu que nunca consegui sair de dentro *Dela*.

*ANGOLA* continua despida,

pois as cobertas que encontrei pelo mundo, até agora,

não cobriram a beleza

da Minha Terra querida.

*ANGOLA* menina,

desde cedo cortejada,

mas nunca comprometida.

*ANGOLA*, Senhora,

desejada.

*ANGOLA* bendita,

sublimada.

*ANGOLA* abençoada

*por Nossa Senhora da Muxima.*

ANGOLA*, Sina*

*Terra Minha.*

O olhar reflecte o desejo,

do encontro longe da vista.

Mas, Hoje, Só,

apenas o Coração resiste

contra a ausência.

Não é desistência,

é Conquista

da serenidade,

oferta de saudade à Terra Amada».

José Manuel da Cruz Vaz Jacinto

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