Publicado por: Filomena Barata | Abril 15, 2010

>Noli me tangere

>

 
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Um poema é lastro. Fá-lo sucumbir.
Podes demoli-lo, se antes de acabares
Sob a parte já escrita, uma bomba,
Uma mina final, armadilhares.

Acende já a mecha. Pio desejo.
Não há bomba nenhuma. E com empenho
Tens de enchr o poema até à meta
Só após um slalom verá o engenho.

Porque é que, então, não paras já aqui?
Não mexas mais. Tens de to impedir.
Estás ainda a tempo. Mas já a mão te foge.
Um poema quer-se perfeito para não existir.

Gerrit Komrij, Contrabando – Antologia Poética
in Poemário, Assírio & Alvim

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