Publicado por: Filomena Barata | Novembro 12, 2009

Filomena Barata, Arqueologia no feminino: a Susana Oliveira Jorge

>

 

Sabia que Susana Oliveira Jorge, nascida em Lisboa, em 27 de Fevereiro de 1953, cidade onde viveu e que sente como sua, pese viver no Porto desde 1975, defendeu a sua tese de doutoramento em 1986, no Porto, com “POVOADOS DA PRÉ-HISTÓRIA RECENTE DA REGiÃO DE CHAVES-Vª Pª DE AGUIAR”?
Professora Catedrática de nomeação definitiva, ou “por tempo indeterminado”, do Departamento de Ciências e Técnicas do Património da Faculdade de Letras do Porto, desde 2004, assistiu à Revolução dos Cravos em Angola, e regressou a Portugal em Junho desse mesmo ano, no Princípe Perfeito.
 
São suas estas palavras:  

«Angola começou por ser para mim…no ano de 1973…..um trauma….________ Andei por lá um ano e meio. Fui para lá em circunstâncias especiais: não era de lá…. nem tinha lá família. Também não era da família dos militares que para ali era…m enviados. Tinha casado uns meses antes em Lisboa com um assistente da Universidade de Luanda….e, na qualidade de recém-casada com um jóvem professor de arqueologia, aterrei em Janeiro de 73 numa terra vermelha…em Sá da Bandeira._____ Ia fazer 20 anos. Alucinada com a luz e com os cheiros…pensei para comigo que estava a ter uma experiência bem estranha. Ainda hoje tenho desses 18 meses que passei em Angola, na travessia entre o antes e o depois da revolução de 74, uma memória de perplexidade. E de intensidade».
 
A partir de 1980 e até 1984, realiza as primeiras escavações em sítios pré-históricos, em Chaves- Vº Pª de Aguiar, numa época e numa região em que tudo era novo para ela, o que lhe causou um “ sentimento muito forte de pioneirismo e de descoberta irrepetível”.
A sua passagem pelo Conselho da Europa como delegada portuguesa no âmbito da arqueogia, durante a década de 90, permitiu trazer para Portugal, para o Museu Nacional de Arqueologia, a exposição internacional «A Idade do Bronze» que, em Portugal, se designou «Discursos de Poder» que comissariou, bem como realizar o colóquio internacional no Centro Cultural de Belém «Existe um Bronze Atlântico?», em 1995, que permitiu criar espaço político, de dar visibilidade pública internacional à arqueologia portuguesa.
As escavações arqueológicas desenvolvidas em Castelo Velho de Freixo de Numão, entre 2001 e 2003, permitiram-lhe desenvolver e coordenar a valorização e restauro do sítio arqueológico, tendo-se tornado uma espécie de escola para alunos de arqueologia, estando aberto ao público desde 2007.
Autora de uma vastíssima obra, embarcou agora num novo e empolgante projecto: coordenar a publicação dum livro sobre a “construção do sítio”de Castelo Velho que permita equacionar os limites e as possibilidades da arqueologia nos inícios do século XXI.
À Susana o meu obrigada pelos elementos que me forneceu, pelo que com ela aprendi.
Para uma informação básica: http://www.ippar.pt/
Pesquisa através do google.

Ver:

 

Tatuagem: Eduarda Abbondanza


Responses

  1. >Gostei muito deste post, claro. Então não tens aqui um link para o meu trans-ferir?!… http://trans-ferir.blogspot.comNem um sistema de seguidores, para a gente se poder inscrever?…E não anuncias a apresentação do Electri-cidade, meu último livro de poemas, que tanto trabalhinho me deu (são 260 pp) na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, no dia 17 às 19 horas?Mulheres ao luar, aparecei! Obrigado. Bjs doVitor

  2. >Conheço o Castelo Velho, é lindo; alguém que se interessa por aquele lugar só pode ser…linda!Bj


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Categorias

%d bloggers like this: