Publicado por: Filomena Barata | Junho 19, 2009

>Ainda a propósito de viajar ou de descansar: Uma Visita a Portugal, Hans Christian Andersen

>Como já neste lugar uma vez me referiram, existe alguma similitude entre alguns blogues e os designados “Diários”.
Aproveitando eu a ideia de viajar como pretexto, refiro que nada tenho contra dos diários de viajantes, porque qualquer “viagem”, nem que seja a mais curta ou pequena, não é senão um recomeço, um processo de reaprender a vida.
Assim, deixo aqui dois textinhos que são de partilha. Um deles que foi-me eviado por uma observadora e atenta “amiga invisível”, a Sofia P., a quem muito agradeço.
O outro, o testemunho de ” Uma Visita a Portugal” de H. C. Andersen que, referindo-se à Festa de S. Pedro dizia:

«Foi , pois, apenas em ocasisões festivas que vi grande número e pessoas na cidade (refere-se ainda H. C. Andersen a Setúbal), que eu nessa altura estavam nas igrejas; sobre estas (…)»

«Os únicos divertimentos ruidosos que encontrei foram a festa de Sto. António, como mencionei atrás, e uma corrida de touros que organizaram no dia de S.Pedro num anfiteatro (…).
Tudo o que uma tourada pode apresentar de bárbaro e sangento em Espanha é aqui, de certa forma, modificado para melhor. Com S.Pedro, desapareceram as suas piores características. Os chifres do touro são enfaixados para que os pobres cavalos não tenham que ser abatidos.
(…)
A orquestra tocava o Bolero espanhol: aparecia primeiro um homem jovem a cavalo, vestido de forma garrida, com o cabelo muito bem arranjado, e saudando em todas as direcções; deixaram entrar o touro; não demorou muito tempo a ter uma seta espetada no pescoço e no lombo. Dois homens novos, ali da terra, que tomavam parte nestas touradas, entraram e mostraram-se “bandarilleros” bem adestrados: eram homens atarentes, vestidos de veludo e dourado, com o cabelo bem penteado, como se fossem para um baile».
(…)
Neste género de touradas podem participar particulares; e dizem que D.Miguel foi desterrado só orque demonstrou aqui grande audácia, obtendo graças a isso o aplauso do povo em júbilo». (1)

Uma Visita a Portugal, Hans Christian Andersen

(1) Nunca tal ouvira dizer como justificação para o desterro do absolutista
D. Miguel, pese a conhecida feição de arruaceiro e amante do que se poderia designar como os hábitos mais machistas e conservadores que havia em Portugal … mas, bom … isso não é agora tido para este Luar.
E, por isso, tanto o amou o Povo, como aliás refere H. C. Andersen !!!!!!!

Imagem: Sé de Évora, Apóstolos no portal gótico
À direita, S. Pedro segura as chaves do céu.

Pescador no Mar da Galileia, por ter seguido o Salvador, foi chamado “Pescador de Homens”.

O Senhor disse-lhe “Tu és Pedro e sobre esta rocha edificarei a minha Igreja”´, tendo-lhe entregue as chaves do Céu.

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