Publicado por: Filomena Barata | Junho 18, 2009

Filomena Barata, Mulheres e Republicanismo (actualizado): hoje faria anos Ana de Castro Osório

>

Porque hoje faria anos Ana de Castro Osório e, no próximo ano, se comemora o centenário da implantação da República e não podendo esquecer que, para além de muitas outras questões em que, do meu ponto de vista, o novo regime permitiu a consolidação de valores universais como a Igualdade, Liberdade e Fraternidade, gostaria hoje de relembrar o fomento do ensino como um dos mais fortes investimentos feitos pela República em prole da Cidadania e das Mulheres.

Mas o que, particularmente, desejo hoje salientar é o papel que as mulheres desempenharam na implantação da I República e o que, posteriormente, puderam desempenhar, se bem que exigindo grande empenho e luta.

Assim, fui rebuscar o belo presente de aniversário que me haviam oferecido Mulheres e Republicanismo e citarei Ana de Castro Osório, fundadora da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas:

«Foi a mulher republicana quem educou muitos dos republicanos de hoje, foi a mulher que detestava a monarquia corrupta quem mais seguramente preparou este surdo estado de revolta, em que a sociedade portuguesa tem vivido …
(…)
A revolta da mulher levou anos a explodir, mas nem por isso foi menos firme, nem por isso menos nociva ao velho estado de coisas.

Mas quando em Portugal a mulher, que é atavicamente modesta e presa a preconceiros, pôde reunir-se numa agremiação, como a nossa, ostensivamente política e de propaganda social, é que o regimen se devia ter considerado morto. Não era pelo mal que nós lhe podíamos fazer, mas era pelo que representava de sintomático para a monarquia em descalabro. Que eles avaliaram bem a força moral que a liga representava, prova-o o ódio que lhes votaram os reaccionários, o ridículo que sobre ela quiseram lançar, a guerra desleal e ignóbil que nos moveram individual e colectivamente.
(…)
A República precisa de nós; não lhe regatearemos o nosso apoio.
defendamo-la dos seus inimigos, defendamo-la dela própria se alguma vez fraquejar no seu caminho rasgadamente progressivo e libertador.
(…)
Não o esqueçamos! O povo português precisa de nós, que somos as suas mulheres, as mães dos cidadãos de amanhã, as educadoras, as companheiras livres numa sociedade libertada».

E repetiria , “a República precisa de nós”.

Ana de Castro Osório: Escritora, jornalista, ensaísta e republicana convicta escreveu o primeiro manifesto feminista português, tendc pertencido a várias Associações e Comissões Feministas. saliente-se ainda que colaborou na elaboaração da lei do Divórcio (1910), tendo sido autora der muitos trabalhos de que salientaria «A Mulher no casamento e no Divórcio».


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Categorias

%d bloggers like this: