Publicado por: Filomena Barata | Maio 1, 2009

>1º de Maio, dia do Trabalhador (reed.)

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Sairei, de novo, à rua para festejar.
Não me vou manifestar, apenas vou descansar.
Que melhor homenagem será essa para quem trabalha e gosta de trabalhar?

Vou cantar as flores que Maio dá.
Porque Maio é também mês meu e de uma casa de sete mulheres em que quatro de nós vimos nascer o Sol.
Cantarei, por isso, a Aurora que Maio nos deu.

Em Maio teve uma mãe duas filhas, uma, de oito e, outra, de dezoito,
quase sem um ano as separar;
A uma delas deu-lhe o céu um mancebo, Touro de treze, bem a calhar.
e ainda uma neta Joana para o fim do mês comemorar;

Em Maio sonham-se flores abertas como os dias de Sol
limpam-se as ruas, as casas e as almas
para a Primavera finalmente se instalar.
Em Maio saímos à praça, à rua para namorar.

À noite regressarei a casa, para contigo falar, sabendo que me vais dizer: “devias ter ido militar”. Porque, como diz a canção “Esse Mundo começa por ti”.
Mas hoje vou apenas contar-te das flores de Maio que vi, pois elas são o arquétipo da alma, um “centro espiritual”, como afirma Chevalier.

E são o Maio que quero para mim.

P.S: A todos os trabalhadores ofereço uma das minhas flores de Maio.

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Responses

  1. >Muito grata, pelo vermelho pelo lilás pela poesia pelos conhecimentospela ligaçãoBjinho (da bettips)


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