Publicado por: Filomena Barata | Abril 4, 2009

>Voltei à Central Eléctrica para ver a fantástica exposição de Graça Sarsfield «A Morte é uma flor»

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Como a morte, a do seu pai, pode transformar-se no maior hino à vida que já vi.

Usando as palavras de Paulo Cunha e Silva no texto que abre a exposição, Graça Sarsfield relembra o pai, atleta que foi de corridas de 100m “convocando não só imagens, mas as próprias sapatilhas do corredor, uma espécie de corpo de delito desta transgressão que é ser mais rápido que o vento. As sapatilhas, num plinto dentro duma campânula, são o pequeno tesouro desta recriação. Não fossem os tesouros quase sempre memórias, que por isso se servem de plintos e campânulas para poderem ser admiradas com gravidade na solenidade do museu”.

Para mim, foi das mais belas exposições sobre a Memória afectiva, que se converteu em vida com as imagens que ela me deu a conhecer.

Quem viu partir os que amou, sabe como a dor se sustitui à companhia, quando se sabe que à vida pertence tanto o “cá” como o “lá”, como se sobrevive à “segunda vida”

Falando nisso, hoje vou tratar dos meus “Lares”.

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