Publicado por: Filomena Barata | Janeiro 8, 2009

>O valor da palavra. Quem se lembra do «Quarteto de Alexandria»?

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Tenho defendido sempre o valor da palavra como redenção. Como verdade!

Depois de vinte anos da primeira leitura do «Quarteto de Alexandria», resolvi regressar-lhe.

A essa cidade que foi e é o “palimpsesto” do Ocidente e do Oriente!

Onde tudo se passa, como se cada ruela conseguisse criar um mundo.

E a propósito deste livro, voltei, de novo, à questão da palavra dita e contada.

Cada um dos intervenientes da mesma história poderá dela reinventar múltiplas “estórias”, de acordo com o olhar, o sentir e o viver.

A palavra é afinal, para além de redentora, enquanto verdade dita, o maior dos mistérios que o Homem inventou, porque com ela tudo se pode construir!

Sem o gesto ou o ritual que valor tem a Palavra, a Narração?
E que valor terá, afinal, o Gesto sem a Palavra?
É essa a grande diferença que distingue os Homens do Animais, cruzar o Gesto e a Palavra, dando-lhes múltiplos sentidos e valores. Nunca olhando para apenas um deles só enquanto valor universal.

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