Publicado por: Filomena Barata | Dezembro 24, 2008

Filomena Barata, Não diria «Vinte e quatro horas na vida de uma mulher» como o romance de Stefan Zweig, mas doze meses na vida de uma mulher

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Exactamente porque faz hoje um ano, que através da entrega de um simpres papel, pus termo à minha permanência no Alentejo, deixando as tarefas exercidas e o território que habitava, mas trazendo comigo expectativas de um novo ciclo, com sonhos imaginados, e projectos projectos “amealhados”, mais tempo e mais sossego, claro está que muitos deles gorados e outros tantos conquistados, estando o ano a terminar, e com cada ano novo queremos recomeçar, iniciarei hoje, como fazem muitos jornais, um balanço do que foi um ano deste blogue, a que menos tempo tenciono dedicar em 2009.

Foi, a muitos níveis, o ano mais “irreal” que vivi. Pelas adaptações que exigiu a novos espaços, tarefas, funções.

Irreal ainda, porque fui surpreendida com «duplas realidades», algumas preversidades, como a vida ainda não me tinha dado mostrar, que acentuaram uma certa dificuldade na adaptação.

Mas reencontrei também tantas das «minhas geografias afectivas», como tenho denominado no decurso deste ano aqui neste «Luar».

Como em tudo, aprendemos todos os dias e o «Luar de Mulheres» cedeu, assim, espaço às «Mulheres ao Luar».

Como já tive oportunidade de dizer, não concebi este sítio como uma «newsletter», um jornal alternativo, um «Clube de Letras» ou um qualquer lugar de militância, pese militante me sentir das causas em que acredito.

Imaginei-o apenas como «Um Caderno de Campo», usando a terminologia dos arqueólogos, determinada a contar a quem amava, mas também a quem me lia, o que era o périplo da vida de uma mulher, cruzando informações, conhecimentos, sensações, emoções e partilhas. Associando experiências vividas e intenções.

Assim, até ao final do ano, tentarei fazer um breve resumo do que foi um ano deste «Luar», centrando-me fundamentalmente no Património como “Fetiche” da memória; no Património Afectivo, através do que são as minhas «Geografias Afectivas»; na poesia e na escrita, enquanto salvação, porque só ela permite que a memória não se esboroe e que viabiliza a magia através da construção de palavras e de sentidos!

Para o ano que vem, novo tempo será. Recentrarei o «Lugar»! E, se tempo e forças tiver, gostava de fazer um trabalho sobre histórias de mulheres. Mulheres banais com muitas histórias para contar, todas ao Luar!
Aí, sim, espero poder vir a escrever a “quatro mãos” (vem daí Cris …, porque a causa das Mulheres bem precisa de mulheres como tu e da «Cidade» como a concebeste!).

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Responses

  1. >Beijinho – ao longo ano! Ou ao longo do ano.


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