Publicado por: Filomena Barata | Dezembro 17, 2008

>A memória ou o simulacro da História ….

>

Até quando podemos dizer que não vimos os sinais? Que não os conseguimos decifrar?

No entanto, quem leu o «Quarteto de Alexandria», essa extraordinária obra de Lawrence Durrell, sabe bem como a mesma história pode ser tão diferente contada por personagens diferentes.

Tal é assim nas histórias banais, na História em geral.

No entanto, também é igualmente verdade, cada história tem que ter consequente no seu argumento, corpo e conteúdo! Tem que ser, o que se diria, UMA BOA HISTÒRIA!
Por isso, a partir do ano que vem, a outra, bem mais funda “História”, me vou dedicar!
Que assim será … ai, quem me vem ajudar? Porque menos bloguista vou poder andar … e que saudades vou ter!

Valorização e musealização da ruína ou a efabulação da História?: os sítios arqueológicos – uma história por contar

Pretende-se fazer uma profunda reflexão sobre os seguintes aspectos:

1 – Qual valor intrínseco da ruína, do objecto, enquanto testemunho material imóvel, tanto mais que se está, tantas vezes, ou a maioria delas, perante fragmentos de uma História que afinal não foi narrada, ou seja, “descrita”?
Pretende-se ainda fazer uma análise do valor dos objectos encontrados em contexto de escavação, enquanto possibilidade de “descrição”, tendo presente que as dificuldades que se colocam à sua “decifração”, enquanto parte de contextos ou conjuntos culturais, são inúmeras, pois apenas são, a maioria das vezes, “o espólio do espólio”, ou seja, o que já, antes de nós foi seleccionado, melhor dizendo, abandonado.
Clarificando, gostaria de aprofundar de que forma, à excepção de casos em que os sítios foram tomados por um acidente ou cataclismo que permitiu “selar” ambientes, estamos perante um conjunto de indicadores que, se por um lado, nos parecem fazer vislumbrar a capacidade de interpretar, são, no entanto enganadores, pois apenas são os fragmentos dispersos e “abandonados” de realidades culturais: Uma outra história se poderia contar dos que seleccionados foram passados de mão em mão, até se lhes ter perdido o “lugar”.

2 – Sobre o conceito de “valorizar”

Em segundo lugar, e pese as inúmeras teses e trabalhos já realizados sobre o tema, gostaria de aprofundar o conceito de “valorizar”, enquanto fenómeno de atribuir valor, ou “dar um valor acrescentado”.
Porque, por um lado, o conceito de “valorizar” parece ter subjacente a ideia de que, sem essa atitude, o “objecto” de per si não tem atributo ou adjectivação suficiente, pois é incapaz de “contar uma história”, de representar um momento ou ideia, ou simplesmente de ser suficientemente belo ou simbolicamente representativo.
Será abordada uma outra questão que é a capacidade ou incapacidade das coisas se contarem sem que o testemunho da palavra venha corroborar, ou seja, o que poderíamos dizer, apenas de forma simplista, utilizando o discurso museográfico, que não há objecto sem legenda, sem texto.

3 – Que Património se constrói sobre o Património?

Ainda no contexto da reflexão que pretendo fazer sobre o conceito de “valorizar”, cuja expressão teve o expoente nos anos em que vigorou o Post-modernismo, gostaria de ater-me aos seguintes aspectos:

Que Património se aduziu ao Património com as intervenções e projectos de valorização?
Servir-me-ei, como acima referi, da análise de vários exemplos, tentando caracterizar os sítios, as tipologias de intervenção, seriando-as e descriminando-as e debruçando-me, mais detalhadamente, nos aspectos do discurso interpretativo/museográfico e também no discurso arquitectónico, como guardião, ou como invólocro privilegiado desse mesmo discurso interpretativo.
Ou seja, tentarei analisar de que forma a arquitectura se manteve hegemónica, enquanto como representante de um discurso museográfico que também acaba por ser, na actualidade, um discurso de poder, neste caso “democrático”, pois implica partilha da comunicação.

Tentarei ainda debruçar-me sobre a História dentro da Histórica, centrando-me em:

1 – Os Humanistas – André de Resende e Francisco d’Holanda
2 – O século XVII – João Baptista Lavanha e a Historiografia Alcobacence
3 – O século XVIII – A Academia Real da Historia Portuguesa e os Iluministas –
3 – O Século XIX – O Romantismo e o «Capitalismo nascente» com a “Sociedade Anónima Francesa das pesquisas archeologicas de Cetobriga”
A SOCIEDADE ARCHEOLOGICA LUSITANA.
A Academia Real de Belas Artes
O POSITIVISMO de Carlos Ribeiro
A Real Associação dos Architectos Civis e dos Archeologos Portugueses
Os Primeiros Museus de âmbito regional –
(Relembro que, em 1836, uma Portaria e uma Circular (publicada em 25 de Agosto e 7 de Outubro, respectivamente) determinam a criação de Bibliotecas Públicas e «Gabinetes de Raridades» e todas as capitais de distrito, até tendo em atenção o incremento da actividade arqueológica – vidé Gouveia, Henrique Coutinho.
A Sociedade Martins Sarmento e o Museu Arqueológico
O Museu Municipal da Figueira da Foz (1893), de iniciativa do Dr. António Santos Rocha, tb. Tendo em atenção as colecções arqueológicas (muitas das quais fruto do programa de escavações promovidas na região da Figueira da Foz) e uma forte compenente industrial.

A CRIAÇÃO DO MINISTERIO DA INSTRUCÇÃO PÚBLICA E BELLAS ARTES

O VIRAR DO SÉCULO

O Museu Ethnologico Português (1893) e O Archeologo Português

A POLÍTICA MUSEOLÓGICA REGIONAL DA I REPÚBLICA

Os Conselhos de Arte e Arqueologia

As actvidades desenvolvidas até aos anos 80 pelo Museu Etnológico do Dr. Leite de Vascocelos/Museu Nacional de Arqueologia

O conceito marxista de «Função social» do património e da Arqueologia

A Pós-Modernidade – e os conceitos de «Valorização» e Interpretação

Ai, ai, e aí quem me vai ajudar, meus amigos bloguistas ou outros leitores???? Aí quem me vem comentar??? Ajudar a escrever??? Bolas, que tanto de ajuda estou a precisar! Ainda estou para ver quem nessa altura aparece … mas não julguem que me estou a despedir … nem pensar, até ao fim do ano com os vossos contributos estou a contar!

ET: Não vale a pena copiar o tema, já está inscrito e eu sempre com a desculpa no novo ano e das propinas que ainda não consegui pagar para me pôr a trabalhar !!!
E sem querer usar o truque da minha amiga Dominique que sempre colheu alguns contributos para o carro pagar …

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Responses

  1. >Diria como a Bettips, estás aí como peixe na água!E, como falando dessas coisas ainda te pões a brincar! Parabéns.

  2. >As tarefas importantes onde o peixe do teu pensamento se move na água da cultura. Um prazer, a fazer. Distrair e trabalhar pedagógico.Bjinho


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