Publicado por: Filomena Barata | Novembro 10, 2008

E a palavra Indizível

Publicado por Filomena Barata

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O que vagueia com o vesto sossego
de quem nada premente tem para fazer
avista casas com suas cores e sombras,
seu halo e frio rosto e sua transgressão,
– o silêncio e a estranheza ao redor, em muralha.

E a palavra indizível que o detém e lhe pesa
durante o dia todo até rasgar-lhe o sono
só lha atira de súbito o breve muro branco
que numa curva surge a cingir uns ciprestes.

José Bento, Alguns Motetos, in Diário 2008, Assírio & Alvim

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