Publicado por: Filomena Barata | Agosto 28, 2008

Filomena Barata, Conhece as ruínas de Miróbriga em Santiago do Cacém?

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Imagem: Fotografia de Cruz e Silva, 1928

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Museu Municipal de Santiago do Cacém, Setembro de 2007
Trabalhos arqueológicos em Miróbriga, 1959

Em cada baú, em cada gaveta, em cada fotografia há tantas palavras por inventar. De tantos dias sem História mas com milhares de estórias para desvendar.
Se o Homem difere dos animais é exactamente por esta capacidade de de si transmitir, através dos objectos que produziu e espelham as suas necessidades e os seus desejos, memória. E ainda através da sua capacidade de, instrumentalizando as letras, construir histórias que também o vão contar.

Assim, à Mariana, minha filha, aos amigos que restam; aos ausentes, mas vivos na minha pele, conto as histórias que sei narrar.
A eles os meus dias … e as coisas que descubro por saber encontrar, no silêncio, o sentido de algumas palavras: a crença e a partilha.
Obrigada também a ti Bettips pelo teu olhar.

 

 

 

Exposição: Miróbriga, o Tempo ao longo do Tempo

Uma cidade do Passado é como uma outra cidade qualquer.

Miróbriga fala dela própria, através da sua topografia, adaptando-se em anéis ou “circunvalações” ao terreno onde se implanta.

A cidade tem uma imagem de si própria, centrando no lugar mais alto os locais de culto e de decisão política e administrativa; espraiando nas encostas as estruturas comerciais e outros serviços, os balneários e o casario.

A cidade espreita ao longe o Oceano, Sines esse porto de mar já romanizado, abastecedor e escoador dos produtos píscicolas que, nas lagunas que se formam em seu redor, se multiplicam como que em viveiro extraordinário.

Espreita ainda a Serra do Cercal, fornecedora de minério e de alimento.

Mas Miróbriga, como qualquer outra cidade, conta histórias, através de cada estrutura, de cada construção ou objecto que, ao virar da esquina, se encontra.

As calçadas, de lajes fortes, serpenteiam as colinas, organizando os bairros, o casario; as soleiras das portas indiciam as habitações ainda escondidas.

Sobre Miróbriga, como de cada cidade, se contam e contaram tantas histórias, diferentes, ao longo dos séculos. De acordo com o que souberam e puderam ver os vários investigadores, passeantes ou contadores de estórias que por lá estiveram, pelo menos desde o século XVI, data que o nosso Humanista André de Resende dá a conhecer a cidade.

É também dessas histórias dentro da História de um lugar mágico como Miróbriga que nos fala o sítio: do tempo de vida da cidade e o tempo de quem por lá passou.

Frei Manuel do Cenáculo

http://mirobriga.drealentejo.pt
http://luardemulheres.blogspot.com

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Responses

  1. >Hoje sei lá, aquelas palavras e fetos no montepedrasperdidosquando um travesseiro de pedra nos acolhe insónia.Nos rejeita.Obrigada, não conhecia…há tantas coisas que não conheço… e que me causam tanta tristeza/alegria como o sol te queima/afaga.Sim, quando o tempo tiver encontros, não há pressa.Boa noite hoje.

  2. >Fascinada… acreditarás!Aqui te sinto bem viva. Sim, conta à Mariana e aos 4 ventos, milagres do futuro que ajudaste a preservar.Beijinhos

  3. >… felizmente que há quem nos conte a história das histórias de cidades com história e que já fazem parte da história. Para que a memória das cidades perdure.Um óptimo fim de semana!


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