Publicado por: Filomena Barata | Maio 26, 2008

Madrugada, publicado por Filomena Barata

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«Rápidas mãos frias
retiram uma a uma
as vendas da sombra
Abro os olhos
Ainda
estou vivo
No centro
de uma ferida ainda fresca».

Octávio Paz, Rosa do Mundo – 2001, Assírio & Alvim

Hoje, ao chegar a casa, vi uma ambulância. Soube minutos depois que tinha morrido o meu vizinho do primeiro andar. Pensei, podia ter sido eu … podia ser eu.
Mas não. Fechei a porta de casa e murmurei … não, ainda não foi a minha vez e quero amanhã acordar.

(no princípio era o Verbo …
e quem não souber que o Verbo é o princípio e o fim de tudo não poderá nunca entender que sentido tem a vida afinal).

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