
Fotografia e legenda de João Stattmiller, «Trata-se do antigo cinema no Tombwa, província do Namibe. Perdoem o enquadramento imperfeito mas foi tirada do carro em andamento. Agora vejam lá no mapa onde fica o Tombwa e imaginem este cinema ali. Nem seria preciso construir cinemas novos, era só reabilitar os antigos».
CAPITAL: Namibe
ÁREA: 58.137km2
POPULAÇÃO: 85.000
MUNICÍPIOS: 5 – Namibe, Camacuio, Bibala, Virei, Tombwa
CLIMA: tropical seco (desértico)
PRODUTOS PRINCIPAIS: agrícolas – horticultura, vinhas, oliveiras; minerais – ferro, cobre, ouro, manganésio, crómio, mármore, minerais radioactivos; outros – pesca: pecuária
DISTÂNCIAS EM KM: Luanda 1.234 – Lubango 225
INDICATIVO TEL.: 2642.
Esta gimnospérmica produz apenas duas folhas, que crescem toda a vida, pelo que as plantas …mais velhas parecem ter várias folhas, devido ao desgaste e destruição das orlas, que se rompem longitudinalmente.
O Namib é um dos desertos mais antigos do mundo. Há 80 milhões de anos, a areia vem sendo pacientemente depositada ao longo da costa. Quase toda a areia do Namib vem do mar, carregada pelo aluvião do Rio Orange, ao sul, até o Oceano Atlântico, e daí levada pela corrente marítima e pelo vento até o litoral da Namíbia. O resultado desse longo trabalho é um interminável manto de dunas que se debruça sobre as águas frias do Atlântico e redesenha o mapa da Costa do Esqueleto a cada dia. Praias, baías e ilhas que os navegadores portugueses mapearam já não existem mais. Algumas das dunas, como as de Sossusvlei, no Parque Namib-Naukluft, chegam a até 300 metros de altura. São, pelo que se diz, as mais altas do mundo.
Isso tudo seriam belas praias tropicais se chovesse mais do que os 15 milímetros por ano que gotejam sobre a Costa do Esqueleto (a precipitação anual da Amazônia é de 2 500 milímetros por ano). No lugar da chuva, existe uma névoa espessa que todas as manhãs invade o deserto e se alastra por até 50 quilômetros sobre o continente. Obra do singular encontro da fria Corrente de Benguela com o ar quente do deserto, a névoa, em seu caminho, vai-se depositando nas poucas espécies de plantas que vivem no deserto. Plantas essas que servem de alimento a animais como elefantes, girafas e antílopes. É assim que a vida se sustenta no Namib.
Uma das plantas que se vem alimentando dessa forma há milhares de anos é a Welwitschia mirabilis, apelidada por Charles Darwin de "ornitorrinco do reino vegetal". A planta, endêmica do Namib, é um milagre da evolução. Só com a névoa matinal, cada exemplar pode viver cerca de 2 mil anos. Por causa de sua estranha forma – apenas duas folhas rígidas e fibrosas acopladas a um caule grosso e achatado -, os botânicos consideram a Welwitschia uma espécie de árvore anã. Outra planta que sobrevive bem às duras condições do deserto é o melão !nara (o ponto de exclamação significa um estalido com a língua no idioma falado pela tribo nama). Com sua raiz de 40 metros de profundidade, a planta tira do lençol freático toda a água de que precisa para viver.” src=”http://a6.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/s320x320/421007_240603132695101_100002362490072_525919_469396267_n.jpg” alt=”" width=”300″ height=”225″ />
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O Namib é um dos desertos mais antigos do mundo. Há 80 milhões de anos, a areia vem sendo pacientemente depositada ao longo da costa. Quase toda a areia do Namib vem do mar, carregada pelo aluvião do Rio Orange, ao sul, até o Oceano Atlântico, e daí levada pela corrente marítima e pelo vento até o litoral da Namíbia. O resultado desse longo trabalho é um interminável manto de dunas que se debruça sobre as águas frias do Atlântico e redesenha o mapa da Costa do Esqueleto a cada dia. Praias, baías e ilhas que os navegadores portugueses mapearam já não existem mais. Algumas das dunas, como as de Sossusvlei, no Parque Namib-Naukluft, chegam a até 300 metros de altura. São, pelo que se diz, as mais altas do mundo.
Isso tudo seriam belas praias tropicais se chovesse mais do que os 15 milímetros por ano que gotejam sobre a Costa do Esqueleto (a precipitação anual da Amazônia é de 2 500 milímetros por ano). No lugar da chuva, existe uma névoa espessa que todas as manhãs invade o deserto e se alastra por até 50 quilômetros sobre o continente. Obra do singular encontro da fria Corrente de Benguela com o ar quente do deserto, a névoa, em seu caminho, vai-se depositando nas poucas espécies de plantas que vivem no deserto. Plantas essas que servem de alimento a animais como elefantes, girafas e antílopes. É assim que a vida se sustenta no Namib.Uma das plantas que se vem alimentando dessa forma há milhares de anos é a Welwitschia mirabilis, apelidada por Charles Darwin de “ornitorrinco do reino vegetal”. A planta, endêmica do Namib, é um milagre da evolução. Só com a névoa matinal, cada exemplar pode viver cerca de 2 mil anos. Por causa de sua estranha forma – apenas duas folhas rígidas e fibrosas acopladas a um caule grosso e achatado -, os botânicos consideram a Welwitschia uma espécie de árvore anã. Outra planta que sobrevive bem às duras condições do deserto é o melão !nara (o ponto de exclamação significa um estalido com a língua no idioma falado pela tribo nama). Com sua raiz de 40 metros de profundidade, a planta tira do lençol freático toda a água de que precisa para viver.Ver mais
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Artur Carlos Figueiredo DIZIA OUTRA LENDA ANTIGA QUE ESTA PLANTA NASCEU REGADA COM LÁGRIMAS E SANGUE DOS ESCRAVOS, E QUE NENHUM BRANCO A PODERIA TOCAR SERIA AMALDIÇOADO. ESTE SANGUE E LÁGRIMAS ERAM ARRASTADAS PELAS CORRENTES MARÍTIMAS, DOS NAVIOS CARREGADOS COM ESCRAVOS



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